Pedras e Cristais, Rubi

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O Rubi é uma das quatro pedras preciosas, em conjunto com o Diamante, Safira e Esmeralda. Muitos atribuem-lhe, no entanto, o pódio entre as pedras preciosas, afirmando que se trata da «pedra mais poderosa do Universo». Tem sido, de resto, usada como amuleto, ao longo dos séculos passados, contra a peste  e a pestilência, para proteger e avisar do perigo, para limpar a mente de pensamentos de depressão , tristeza, etc. , para  afastar os sonhos maus e trazer paz a quem o usa e para aumentar a energia na paixão, incluindo a de caráter sexual.

De tal modo tem sido valorizado ao longo do tempo que o Rubi é mesmo  muitas vezes considerado superior ao Diamante, em termos de valor comercial. Esta pedra retira o seu nome do latim «ruber» que significa vermelho e esta cor deve-se à presença de inclusões de crómio.

O rubi é uma variedade de Corundo, do qual também faz parte a safira. Aliás, de acordo com a cor, temos um Rubi ou uma Safira. A cor do Rubi varia , sendo que a que produz a pedra mais apreciada e cara é a que é conhecida por «cor sangue de pombo», que é um vermelho com um toque de azul. Se a cor for demasiado rosada, temos uma Safira em vez de um Rubi, segundo grande parte dos peritos em gemologia, embora exista alguma controvérsia em volta disso.  Quanto mais clara e limpa for a pedra, mais valiosa é mas todos os Rubis, mesmo os de alta qualidade, têm inclusões de rútilo, semelhantes a agulhas que atravessam a superfície da pedra. Estas linhas são, aliás, uma das formas de distinguir um Rubi natural de outro produzido sinteticamente. Muitas pedras têm também imperfeições de cor. A maioria dos Rubis  tem tratamento de  calor, sendo aquecidos antes de serem cortados  para melhorar o seu aspeto. Como se compreende, os Rubis mais valiosos são aqueles que, não recebendo qualquer tratamento são, de modo natural, de elevada qualidade.

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Durante muitos séculos, o vale Mogok, em Burma, foi a principal fonte mundial de Rubis. Ao longo do tempo, porém, os Rubis foram sendo extraídos em outros locais, como na Tailândia, Palin, Índia, Afeganistão, Austrália, Namíbia, Japão, Madagáscar, Tanzânia, Nepal, etc.

Quanto aos seus significados metafísicos, o Rubi é considerado uma pedra de amor e de paixão. Simboliza o Sol, considerando-se que encerra em si o fogo solar. É uma pedra poderosa do raio vermelho, ativando e energizando o chakra de base e aumentando a força vital,  força de vida ou «chi». Esta pedra promove  a sensualidade ajudando o corpo físico a sentir prazer. Tem fama de aumentar o desejo e a energia sexual e de ativar a Kundalini. Associa-se ao amor apaixonado, tendo  sido usado no passado como pedra de casamento.

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Existe uma variedade de Rubi, designada por «Rubi estrela», que tem um efeito de «estrela de seis raios», causado pelas inclusões das linhas de rútilo, conhecidas como «seda». Esta variedade de Rubi tem as mesmas propriedades metafísicas do Rubi em geral mais algumas adicionais, considerando-se que é mais poderosa para curar. Segundo se diz, esta variedade tem o máximo poder na Lua Cheia. Diz-se que esta variedade de Rubi enraíza e reflete a luz da alma, amplificando a força interior e todos os recursos internos. Segundo a tradição, esta variedade de Rubi é muito útil para todos os que têm tendência para magoar-se a si próprios ou sofreram traumas, especialmente traumas sexuais, situação em que esta pedra promove a superação do trauma de abuso. Num uso mais geral, o Rubi estrela ajuda a integrar energia de alta frequência no corpo de forma harmoniosa.

Na terapia com cristais, o Rubi é usado para superar a letargia e a exaustão, ajuda a circulação do sangue , limpa as infeções. É uma pedra do sangue, trabalhando com o fluxo sanguíneo; fortalece o coração e as artérias e ajuda a tratar problemas cardíacos. É considerado benéfico para os órgãos reprodutores, sendo também útil no tratamento de disfunções sexuais. Regula o ciclo menstrual e alivia as dores menstruais. Diz-se que ajuda a boa formação embrionária durante a gravidez. Ajuda a desintoxicar o corpo, a linfa e o sangue, sendo útil no tratamento de infeções e da febre.

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Quando usado em joalharia, o Rubi deve ser usado num anel na mão esquerda para assegurar a proteção e  a recetividade da força de vida universal.

Apesar de todas as suas boas qualidades, o Rubi não deve ser colocado próximo do plexo solar pois a sua energia é antagonista da energia deste chakra. Algumas pessoas mais sensíveis podem sentir que a energia do Rubi é demasiado estimulante e desconfortável de usar.

Conta a tradição que, no passado, esta gema era tão valorizada que um certo rei deu em pagamento por um único Rubi  uma cidade inteira.  Exagero? Talvez não, apenas hoje em dia, quem pode adquirir uma destas belíssimas gemas, paga discretamente e sem chamar a atenção.

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