Óleo Essencial de Alfazema

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O óleo de alfazema (Lavandula Angustifólia)  é o mais versátil de todos. Os seus efeitos relaxantes são bem conhecidos , bem como os efeitos benéficos sobre a pele.

O aroma da Alfazema é calmante e relaxante , tanto no plano físico como psíquico.  Alivia a tensão nervosa, alivia a dor, tem uma ação desinfetante sobre a pele, melhora a circulação sanguínea e também tem efeitos positivos no alívio de problemas respiratórios. O nome latino da Alfazema (Lavandula) significa «lavar»   e a planta tem, efetivamente, um excelente efeito na lavagem de feridas, hematomas e golpes ou cortes na pele.

O óleo de Alfazema é obtido a partir da destilação a vapor das flores, que têm sido usadas desde há séculos para variados fins, incluindo o popular pot-pourri  colocado nos armários, tanto para aromatizar como para combater as traças devoradoras da roupa.

O óleo de Alfazema pode ser misturado com outros óleos essenciais, como o óleo de gerânio, de noz moscada, de pinho, de sálvia, entre outros.

Entre os muitos usos do óleo de Alfazema, conhecidos desde há séculos, está a função de repelente natural de insetos, que continua hoje a ser usado pois é bastante eficaz:  massajar a pele com um pouco de óleo de Alfazema (diluído, bem entendido), quando se está em zonas com muitos mosquitos, traças e outros bichos semelhantes pode ser um preventivo eficaz para evitar as picadas desses insetos. Mas, mesmo que se tenha sido picado, a aplicação deste óleo tem acção anti inflamatória que reduz a inflamação e a dor.

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A essência da Alfazema é também um conhecido meio alternativo para ajudar os que sofrem de insónias, pois os seus efeitos relaxantes induzem o sono. Para ajudar a regularizar o sono, basta colocar algumas gotas na almofada, ou massajar suavemente a testa e as têmporas com umas gotas de óleo de Alfazema diluído. Muitas pessoas têm conseguido regularizar o sono usando este método, deixando de lado outros tratamentos à base de medicamentos.

O aroma da Alfazema tem um efeito muito calmante no sistema nervoso, possuindo uma acção que tem sido confirmada por vários estudos científicos,  atuando sobre o sistema nervoso autónomo e aliviando sintomas de ansiedade e stress. Propicia um sono tranquilo e ajuda a equilibrar os movimentos cardíacos.  Alivia a sensação de cansaço emocional, esgotamento nervoso, ao mesmo tempo que estimula as actividades cognitivas. Estudantes em véspera de testes têm experimentado melhorias no plano cognitivo, quando inalaram o aroma do óleo de Alfazema e Alecrim, combinados.   Ajuda também  a reduzir as dores de cabeça e a depressão.

Outro uso popular do óleo essencial de Alfazema é no tratamento do acne.  Esta perturbação, que aflige grande número de adolescentes e alguns adultos, é causada por uma bactéria que se desenvolve junto às glândulas sebáceas. A alfazema inibe  o desenvolvimento da bactéria que causa esta infecção e ajuda a regular  o excesso de produção de sebo. Para resolver o problema, o óleo essencial de Alfazema pode misturar-se com outros óleos e loções para o corpo.

No tratamento da dor, a essência de Alfazema é igualmente muito eficaz, atuando mesmo  em caso de feridas ou tensão muscular, reumatismo e lumbago, etc.  É eficaz também no tratamento das dores pós operatórias . Alguns estudos mostraram que os doentes que foram objecto de cirurgia e que receberam no oxigénio uma pequena quantidade de essência de alfazema vaporizada, sentiram menos dores do que os restantes.

Também no tratamento de problemas respiratórios, constipações, infecções da garganta, asma, bronquite, laringite, etc., o óleo de Alfazema pode ser usado na forma de vapor (colocado num vaporizador que permite a inalação) ou directamente aplicado na pele do pescoço, peito e costas (sempre diluído). As propriedades antibacterianas deste óleo ajudam a combater as infecções respiratórias.

Alguns estudos mostram que esfregar um pouco deste óleo no couro cabeludo estimula o crescimento do cabelo (para além de combater, nas crianças, os tão desagradáveis piolhos).

Outros usos na saúde incluem a melhoria da circulação sanguínea, melhoria da digestão e da mobilidade intestinal, maior resistência às doenças pelo fortalecimento do sistema imunitário, tratamento dos fungos da pele, ajuda do processo de cicatrização de feridas , tratamento da leucorreia.

Apesar das suas muitas vantagens, há que fazer um uso correto deste óleo essencial : este não deverá ser ingerido, a ingestão deste óleo pode causar sérios problemas,  a sua aplicação é apenas tópica ou usada em aromaterapia. Também não deve ser usado por mulheres grávidas nem a amamentar, nem por diabéticos.

Para diluir o óleo de Alfazema pode usar 12 gotas deste óleo essencial para 30 ml de óleo «de transporte» como por ex., óleo de amêndoas doces, o nosso preferido. Se quiser prepara uma porção menor ou maior de óleo essencial , a medida padrão , exceto para alguns casos, é de 2% de óleo essencial   e 98% de óleo de transporte.

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  Uso Metafísico do óleo de Alfazema

O óleo essencial de Alfazema é usado desde há séculos como proteção e purificação, para obter proteção psíquica. A Alfazema é  considerada uma das essências consideradas angélicas.  A tradição diz que esta essência afasta a tristeza e a depressão, ajuda a alcançar o equilíbrio psíquico e traz as energias espirituais da luz para perto, permitindo sentir conforto e companhia. Tem sido frequentemente usado para proteção psíquica, afastando as energias negativas. Segundo a tradição, este óleo essencial promove a harmonia no lar e a fidelidade no casamento. Durante muito tempo  foi usado para proteger as crianças de energias malévolas, sendo-lhe reconhecida a propriedade de neutralizar as energias negativas circundantes e ambientais.

Óleo Essencial de Angélica

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A lenda afirma que os benefícios da planta Angelica foram revelados a um monge por um anjo durante uma epidemia de peste, explicando assim o largo uso desta planta no combate a essa terrível epidemia.  Existem muitas variedades de Angelica, que pode atingir entre 1,5 e 2 m mas, a melhor, segundo os peritos, é a officinallis, donde é extraído o óleo.

O óleo de Angélica tem um aroma relaxante e suave , que ajuda a  obter um ambiente calmante, e as suas propriedades levaram a designá-lo por  «óleo dos Anjos» . hoje em dia este óleo é usado largamente em muitos países europeus,  pela indústria alimentar, devido ao seu aroma para intensificar o sabor/cheiro de alimentos e bebidas e na indústria de perfumes.

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O óleo é extraído da planta Angelica Archangelica or Angelica Officinalis, que cresce na Europa do Norte e em outras regiões. Paracelso, durante uma grande epidemia de peste em Milão, no século 16, aconselhou o seu uso para combater esta epidemia: os caules eram mastigados para prevenir a infeção e as sementes e as raízes eram queimadas para purificar o ar. Na peste de 1660, voltou a ter largo uso  no combate aos terríveis efeitos da epidemia.  Desde tempos muito antigos, foi usada na China, para fins medicinais.  À medida que o tempo foi passando, a Europa foi descobrindo  as suas muitas propriedades medicinais, consideradas verdadeiramente miraculosas. Estas propriedades assentam num conjunto elevado de compostos fitoquímicos, presentes no sue óleo essencial, obtido pela destilação a partir do rizoma, sementes e de toda a planta.

Existem dois óleos essenciais de Angelica: um extraído das raízes, outro das sementes. Embora as sementes produzam mais óleo do que as raízes, o óleo destas últimas é muito mais forte e concentrado. Por vezes estes dois óleos são misturados. Quando acabado de extrair, o óleo não tem cor. À medida que o tempo passa vai adquirindo uma cor amarelada e, mais tarde, castanho escuro. Não deverá ser usado quando adquire esta última cor.

O óleo de Angélica é conhecido pelas suas propriedades antiespasmódicas, aliviando assim muitos sintomas desagradáveis como cãibras, contracções no trato respiratório, músculos ou nervos, dores de estômago e no peito, quando relaxa essas zonas do corpo; tem propriedades carminativas, isto é, alivia os gases, relaxando os músculos abominais e intestinais e fazendo sair o gás sendo por isso um excelente auxiliar em caso de flatulência e dores de estômago, náuseas e indigestão;  depurativas e diuréticas pois ajuda a purificar o sangue, e também a purifica-lo, pois, ao aumentar o fluxo de urina, ajuda a libertar as toxinas acumuladas; diaforéticas, digestivas, hepáticas, ajudando o corpo a libertar-se de resíduos que causam problemas renais, baixando também a pressão sanguínea e a acumulação de gordura. Ajuda a alcançar o equilíbrio ácido- básico,  promovendo o equilíbrio potássio/ magnésio. Ajuda  a remover o ácido úrico, o que alivia os sintomas de reumatismo, artrite e gota; e  emenagogas (ajuda a tornar os períodos menstruais das mulheres mais regulares e equilibrados), expectorantes, febrífugas, estimulantes e tónicas. Deste modo, alivia os espasmos, cólicas digestivas, melhora a digestão, aumenta o fluxo de urina e remove as toxinas.

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Deste modo, o  óleo de Angélica é bom para o fígado, protegendo-o de infeções e estimulando o seu  bom funcionamento; reduz a febre e o catarro, auxilia no tratamento das desordens nervosas, alivia as dores , incluindo as dores de cabeça e a dor ciática e tonifica o corpo. Também fortalece o sistema imunitário, produzindo igualmente bons efeitos no tratamento da bronquite e da asma. A sua ação é também positiva sobre o sistema linfático. O seu uso é deste modo benéfico globalmente , tendo grande potencial curativo.

Quanto o modo de usar, este óleo essencial pode ser queimado no difusor para produzir uma atmosfera calmante, pode ser inalado directamente e pode diluir-se em «óleo de transporte», vegetal, para ser usado de forma tópica, em massagens. Mas deve ficar uma palavra de cautela: as mulheres grávidas e  a amamentar e os diabéticos não devem usar este óleo essencial.  Para as pessoas em geral, fica também a advertência de que o óleo não deve ser usado em concentração elevada, pois, nesse caso, pode produzir irritação da pele, fototoxicidade e hiperatividade do sistema nervoso. Para produzir os seus efeitos benéficos, deve fazer-se um uso correto do óleo, diluindo-o num óleo base, ou óleo de massagem, numa concentração de 2 gotas de óleo de Angélica para 20 ml (4 colheres de chá de óleo de base). Nesta concentração, pode misturar-se com 2 gotas de óleo de eucalipto e , ligeiramente aquecido, pode massajar-se nas costas e no peito, para aliviar constipações e tosse. Também podem deitar-se 2 gotas do óleo na água do banho . Não deverá haver exposição solar após a aplicação do óleo no corpo nem exposição a raios ultravioleta pois isso pode causar dermatite.

Mastigar algumas raízes secas  da planta duas vezes por dia, durante 6 meses aumenta, segundo os entendidos, a resistência a viroses. Outro uso tradicional é mastigar alguns caules após as refeições para evitar gases e flatulência.

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As raízes e sementes podem ser queimadas para purificar o ar, deixando um aroma muito agradável.  As folhas e raízes da Angélica também ficam muito bem no «pot pourri».

O óleo de Angélica pode usar-se misturado com óleo de alfazema, camomila, manjericão, limão, gerânio, uva, patchouli e tangerina.

Deixamos, para os que queiram experimentar, uma «receita caseira»  de xarope desta planta: o «Vinho de Angélica» útil como fortificante quando se está a convalescer e em muitas  das situações  que descrevemos atrás, segundo a «Bíblia da Aromaterapia». Para fazer este fortificante deverá ter os seguintes ingredientes: 1 litro de vinho de Málaga; 30 gr de raízes de Angélica; 20 gr de sementes de Angélica; 10 gr de Canela. Misture bem todos os ingredientes e deixe estar durante 10 dias num frasco hermeticamente fechado. Coe para um recipiente. Pode tomar 3 colheres de sopa por dia deste xarope. E boa saúde!

Uso Metafísico do Óleo Essencial de Angélica

A tradição atribui ao óleo essencial de Angélica as qualidades espirituais de conforto, concentração, força e estamina, enraizamento. Também se diz que esta é uma das fragrâncias angélicas, daí o nome atribuído a esta planta. Também está associado à cura, proteção e à visão interior. Tradicionalmente, espalhavam-se algumas gotas desse óleo essencial nos 4 cantos da casa para proteção, tanto no interior como no exterior da casa, quando aplicável. Quando a vida se torna problemática, o óleo essencial ajuda, segundo os entendidos, a encontrar  soluções, dando energia e força para avançar e superar os problemas.

Óleo Essencial de Pimenta da Jamaica

 

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A palavra em inglês que designa este óleo essencial «allspice» (todas as especiarias) é apropriado pois esta essência tem a fragrância misturada de cravinho, canela, cardamomo, pimenta e outras especiarias que parecem todas misturadas.

O óleo de Pimenta da Jamaica pode extraído das bagas ou das folhas  da planta da pimenta- pimenta officinalles-  através de destilação a vapor. Possui um aroma forte e quente. O óleo extraído das folhas tem cor amarela, enquanto que o óleo extraído das bagas tem cor acastanhada. A planta da qual se extrai este óleo é uma árvore originária da Índia ocidental e América do Sul que pode atingir 10 m de altura. As bagas começam a ser produzidas a partir do 3º ano de idade, com cada baga contendo 2 sementes verdes em forma de rim que depois de colhidas se tornam preto brilhante.

Este óleo essencial tem propriedades anestésicas, analgésicas, antissépticas, antidepressivas, antioxidantes, carminativas, relaxantes, rubefacientes,  estimulantes e tónicas.

Produz um efeito de relaxamento no corpo e na mente, alivia a dor, ajuda a dar cor ao rosto, dissipando a palidez, etc.  O elevado conteúdo de fenóis, especialmente o Eugenol, dá-lhe características anti-virais.

O óleo de Pimenta da Jamaica apresenta um aroma doce que combina a mistura de vários cheiros de especiarias, como referimos acima. Este aroma deve-se à presença de uma quantidade elevada de Eugenol, um  composto químico (fenol) que é extraído de outros óleos essenciais como o óleo de cravinho, noz moscada, canela,  manjericão e  da folha de louro. Este óleo está presente numa concentração de 80 a 90 % no óleo de cravinho. O aroma deste óleo é por isso muito parecido com o óleo essencial de canela ou cravinho.

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Este óleo pode ser usado no Outono e no Inverno queimado no difusor.  Porém, para evitar irritações na membrana da  mucosa, é melhor usá-lo  em concentração fraca e misturado com alguns outros óleos essenciais, como o de laranja e bergamota.  Pode usar-se no difusor ou queimador para aliviar sintomas de tristeza ou depressão e melhorar o estado psicológico.

Diluído , tem propriedades afrodisíacas, segundo alguns e o seu aroma quente e rico é usado na produção de fragrâncias masculinas.

Quanto ao seu uso terapêutico, pode usar-se em  massagens,  muito diluído em outro óleo para tratamento da artrite e de problemas musculares, nas zonas afetadas,  no peito em massagens suaves para aliviar sintomas de infeção respiratória, constipação, espasmos musculares mas sem esquecer que o óleo não deverá ser usado puro nem sem ser diluído  pois a sua aplicação na pele, nessas condições, pode produzir irritação dérmica. Também pode usar-se em massagens para alívio das cólicas gástricas , indigestão, etc…
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Segundo os peritos o óleo de Pimenta da Jamaica, rico em fenóis, conserva-se , bem engarrafado, por 2 a 3 anos.  A possibilidade de produzir irritação na membrana mucosa aconselha a um uso prudente,  devendo-se diluir este óleo e não ultrapassar, segundo Robert Tisserand e Young,  a concentração de 0,15 %. Segundo estes autores, a concentração superior deste óleo pode interferir com o processo de coagulação sanguínea.

O óleo de Pimenta da Jamaica pode usar-se misturado com o óleo de gengibre, gerânio, alfazema, laranja, patchouli.

Ao usar este óleo, não se esqueça de o  usar bastante diluído (uma pequena parte é suficiente para produzir os seus efeitos positivos), assim poderá desfrutar das suas propriedades positivas e evitar efeitos desagradáveis, segundo os peritos.

Uso Metafísico do Óleo Essencial da Jamaica

Este  óleo essencial está associado com a prosperidade e fertilidade, com a cura e a compaixão, com a sorte e o dinheiro.  Segundo a tradição, queimado no difusor, atrai sorte e dinheiro. Para ajudar o processo de cura, tradicionalmente colocam-se  grãos de pimenta da Jamaica num recipiente junto da cama de alguém doente para que ganhe mais energia e acelere o processo de recuperação. Quando queimado, o óleo essencial promove , segundo se diz, a purificação, o despertar psíquico e a sabedoria, bem como sonhos proféticos.  Diz-se que afeta a mente e os pensamentos de quem o  usa, podendo intensificar a capacidade para desenvolver estratégias de modo a  alcançar o que se deseja. Deverá ser usado com uma mente limpa e sem ganância caso contrário pode ter efeitos negativos gerando competição agressiva . As sementes de pimenta da Jamaica podem ser usadas como contas de um colar e usadas ao pescoço para promover, segundo a tradição, a fertilidade.

Benefícios dos Óleos Essenciais

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Os óleos essenciais têm sido usados desde há milhares  de anos, para fins medicinais e de saúde. Hoje em dia, são também usados nos produtos de limpeza da casa, na aromaterapia e nos cuidados de beleza e em alguns rituais de natureza espiritual, bem como nas massagens e tratamentos das medicinas alternativas. Nos tempos antigos, estes óleos eram extraídos das plantas mergulhando-as em óleo, onde eram conservadas durante algum tempo e depois o óleo era filtrado através de um pano de linho.

Hoje, os óleos são extraídos usando as várias  partes da planta, conforme a espécie, incluindo resinas e casca, flores, sementes, raízes, flores e folhas, sendo destilados a vapor com pressão fria. Este processo separa o óleo da  água contidos na planta e os respectivos compostos. Há imensas variedades diferentes e  pode-se dizer que há óleos para cada uma das necessidades humanas. Em alguns casos é precisa uma quantidade muito grande de plantas para produzir uma pequena quantidade de óleo essencial. Um caso bem conhecido é o óleo de rosa, em que são precisos cerca de 30 kg de pétalas de rosa para obter apenas 15 ml de óleo essencial. Isto torna alguns óleos, como é o caso do óleo de rosa, caros mas é preciso lembrar que uma única gota de óleo pode produzir efeitos muito significativos.

As pressões da vida actual geraram novas necessidades de relaxamento, de alívio do stress e uma valorização mais forte da saúde que, por sua vez,  deram origem a respostas do mercado, criando espaços de relaxamento e de bem estar que são muito procurados.  Quem não aprecia uma boa massagem, sobretudo se for acompanhada por um aroma agradável de um óleo essencial? Porém, os óleos de essências de plantas são mais do que aromas agradáveis e têm efeitos bem documentados e evidentes a muitos níveis devendo ser usados com base em conhecimento prévio e correto da sua utilização.

Os óleos essenciais são produtos muito concentrados e não devem ser usados puros, devendo ser diluídos num outro óleo que serve de «transporte» da essência considerada. Alguns dos óleos usados para o efeito são o óleo de amêndoas doces, o óleo de coco, o azeite, o óleo de sementes de uva, óleo de girassol, etc.. Segundo os peritos, nunca devemos usar óleos derivados do petróleo (óleo mineral, óleo de bebé, geleia de petróleo, margarina ou manteiga) para diluir os óleos essenciais. As essências não perdem o seu efeito quando diluídas.

Quando um determinado óleo produz uma sensação de comichão ou irritação, não deve limpar-se o óleo usando água mas antes um dos óleos indicados como «transporte» da essência em causa: por ex., azeite , que existe em geral em todas as cozinhas portuguesas, ou óleo de amêndoas doces, por ex..  Alguns óleos, como os cítricos, reagem com a luz solar, devendo por isso tomar-se precauções e evitar o excesso de exposição solar quando se usam estes óleos.

 

Os óleos essenciais diferem dos óleos gordos presentes em alguns vegetais e frutos secos, (como a noz, por ex.,) pois estes últimos possuem moléculas grandes, que não penetram nas células , enquanto os chamados «óleos essenciais» possuem moléculas muito pequenas que conseguem penetrar a barreira das células, quebrando mesmo, em alguns casos, a barreira sanguínea e cerebral,  transportando as suas substâncias efetivas. Isto mostra, por um lado, o poder dos óleos essenciais mas, por outro, também avisa que deve fazer-se um uso correto dos óleos para evitar efeitos contrários aos desejados. Os óleos essenciais devem usar-se criteriosamente.

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Óleos Essenciais e Aromaterapia

O uso dos óleos essenciais é muito antigo, não sendo possível precisar em que país se originou o seu uso. Judeus, chineses, gregos e romanos e  egípcios usaram-nos largamente e o mesmo aconteceu na Índia  e outras regiões orientais, tanto para fins cosméticos e medicinais , para  produção de perfumes e também para a realização de rituais espirituais  associados à religião e à magia. A Bíblia é um dos livros que fazem referência ao uso ritualístico dos óleos essenciais de algumas plantas.

A Aromaterapia iniciou o seu percurso moderno quando o francês René- Maurice Gatefossé usou óleo essencial de alfazema para curar uma queimadura  que fez na mão. Posteriormente, ele estudou as propriedades curativas do óleo de alfazema para  tratar feridas, queimaduras ou infecções na pele. Embora o seu interesse fosse o de ajudar a curar feridas dos soldados da 1ª guerra mundial, o uso deste óleo essencial e de outros que entretanto foram sendo estudados e explorados foi-se espalhando, para uso em massagens, tratamentos de beleza , nas medicinas alternativas.  Hoje em dia a aromaterapia e o uso dos óleos essenciais estenderam-se aos próprios hospitais tradicionais , que os usam como método complementar de tratamento em muitas situações clínicas como o alívio da dor, tratamento de fungos e bactérias, melhoria das defesas imunitárias, etc.. O uso dos óleos essenciais tem-se mostrado útil em diversas situações, incluindo a melhoria de perturbações gástricas, tratamento de insónia e mesmo em casos mais severos de doenças como o cancro, em que o óleo de incenso tem sido estudado por ter uma ação que faz encolher os tumores cerebrais.

É sobre o uso e os benefícios dos óleos essenciais que iremos falar nos próximos artigos ao fim de semana, dando a conhecer um pouco melhor cada um dos óleos mais conhecidos e utilizados e as suas virtudes terapêuticas, de beleza, de bem-estar. Procuraremos também deixar, sempre que possível, uma «receita» para cada um dos leitores produzir o seu próprio óleo, usando os métodos antigos e tradicionais.