Os Signos Opostos na Identidade- Virgem e Peixes, entre o Mundo Físico e a Espiritualidade

O eixo Virgem /Peixes representa  uma relação profunda  com a sensibilidade aos contextos em que se desenvolve a  nossa vida: estes dois signos são muito sensíveis ao ambiente: Virgem é sensível ao ambiente físico e aos eventos concretos; Peixes é sensível ao ambiente emocional e espiritual. Simbolicamente, esta dupla de signos está ligada à relação entre o corpo e o espírito e, como cada um destes não existe separadamente aqui na Terra, também a dinâmica destes dois signos se mostra inseparável e complementar.
 Este eixo refere-se também ao tema do serviço/sacrifício, à capacidade para se identificar com os outros e para os ajudar de algum modo através da sua ação. O signo Virgem  representa a capacidade para se integrar no mundo concreto e aí desenvolver uma  apropriação pelo trabalho, que é capaz de se transformar em serviço não só para si e para os interesses individuais, mas também para o coletivo – o nativo beneficia-se a si mesmo na intenção de prover sustento para a vida terrena mas também gosta de ser útil, gosta que os resultados do seu trabalho possam ser usados por outros. Mas o seu desejo de ser eficiente e preciso, de  alcançar a  perfeição , pode virar-se contra si próprio e contra os outros, devido ao hipercriticismo que não consegue deixar passar qualquer falha; 
Peixes representa  a consciência de que a nossa realidade nunca é só pessoal, transcende-se para uma dimensão em que todos os seres estão unidos e, por isso, anseia por identificar-se com o «ser universal», superar as diferenças e as divisões e sentir-se uno com tudo. Assim, muitas vezes anula a sua personalidade individual e não reconhece quaisquer limites para a  sua capacidade de se dar aos outros- torna-se vítima  potencial da sua natureza compassiva e autossacrificial.  Mas, quando observamos as características positivas de cada um destes signos, constatamos que elas «resolvem» as dificuldades inerentes ao modo de ser do signo oposto.
 O signo Virgem é um signo feminino e mutável, com elemento  Terra e uma natureza flexível , metódica, sóbria e racional. Os nativos são tímidos e reservados, dóceis , com elevado poder analítico (Mercúrio fica exaltado neste signo) e discriminativo, e com uma necessidade de ordem que corresponde ao poder extraordinariamente  organizativo da sua mente analítica.
O  signo Virgem simboliza a capacidade para regular e para  controlar as emoções, de modo a atingir níveis elevados de proficiência e de perfeição no trabalho e nas tarefas que permitem  aos nativos apropriar-se dos ambientes em que se desenrola a sua vida; formam conhecimentos e conceitos que são ferramentas de organização e de controlo da realidade.
Os nativos de Virgem são práticos e racionais, ligados à terra. São excelentes observadores, rigorosos  e perfecionistas e têm uma atenção para os pormenores que talvez só os nativos do outro signo de  Mercúrio, Gémeos,conseguem igualar . Intimamente, estes nativos são motivados para o serviço aos outros e, por isso, gostam de exercer papeis em que são chamados a trabalhar numa grande organização ou instituição, embora prefiram posições subordinadas pois não gostam de aparecer em primeiro plano nem de assumir responsabilidades de chefia devido à sua timidez natural.
A capacidade de observação  permite-lhes definir as melhores estratégias para lidar com os problemas que surgem no quotidiano. Estas pessoas  têm também uma preocupação inata pela purificação e pela limpeza, aspetos derivados do seu anseio pela ordem e organização definidas e  pelo seu gosto de  atribuir a cada coisa o seu lugar e atributos próprios . Por isso é habitual terem opiniões firmes em relação à saúde, regime alimentar, etc.
Os nativos de Virgem procuram a unificação do mundo exterior e, por isso, têm uma certa aversão à multiplicidade, que veem como sinónimo de caos. Por isso naturalmente também, costumam ter uma área definida  de preferência nos estudos e na profissão, centrando-se nela de modo  a atingirem a perfeição. O seu mundo é totalmente  ordenado e nada na vida destes nativos é deixado ao acaso: têm o futuro planeado e , nas suas ações, «seguem um plano», aquele que eles mesmos traçaram e que querem ver confirmado.
Virgem necessita de categorizar e de definir todos os aspetos da sua vida, de modo a não ter que se confrontar com qualquer situação inesperada. Desse modo, antecipa continuamente o futuro, para o ter na mão.
O signo de Peixes é também feminino e mutável mas o seu  elemento é a Água. É extraordinariamente sensível e muito vulnerável. Os nativos tentam disfarçar a sua fragilidade e, por vezes, é difícil saber o que sentem ou pensam verdadeiramente.
Os nativos de  Peixes têm dificuldade em adaptar-se aos aspetos práticos do dia a dia, pois o centro do seu interesse são as emoções e  o mundo espiritual e de fantasia. Tendem a escapar-se para uma realidade alternativa, sempre que o mundo exterior os pressiona demais e são grandes apreciadores de arte, de poesia, etc. 
Têm  o dom da empatia, identificando-se com os outros, em especial os mais desfavorecidos ou os que estão em sofrimento. Tendem a dissolver-se numa espécie de ambiguidade que é o todo universal, e isso torna-os bastante influenciáveis. Gostam de representar papeis e personagens de fantasia pelo que dão excelentes atores.
A preferência pelo mundo espiritual  exprime a sua sintonia e capacidade para explorar os aspetos mais profundos da natureza humana. A imaginação vívida ajuda-os a  criar um refúgio  que os protege  dos obstáculos da realidade, demasiado prosaica para eles lidarem com ela: preferem delegar as tarefas do dia a dia sempre que possível e, embora se preocupem bastante com a possibilidade de não terem meios de sustento no futuro, alheiam-se sempre que podem da luta para os providenciar.  O seu comportamento é muitas vezes imprevisível e volátil e a ambiguidade em que gostam de mergulhar  pode gerar pouco rigor para com a «verdade». Alguns nativos tendem a «fantasiar» ou mesmo mentir, pois  não têm limites bem definidos em relação à realidade.
Os nativos de Peixes são motivados para o serviço aos outros,  desejam ser úteis e contribuir para o «bem maior» da humanidade. Conseguem  apagar a sua personalidade em nome de uma causa  que é o objeto das suas crenças profundas. Mas a sua natureza sentimental e sonhadora pode tornar a sua generosidade pouco discriminativa ou insensata pois estes nativos têm dificuldade em reconhecer limites para o que quer que seja. Esta característica pode torná-los presas fáceis de muitas ilusões, umas auto- causadas, outras incutidas por outros.
Uma outra dificuldade é  a de se  demarcar dos próprios sentimentos , por vezes podem sentir-se esmagados com a intensidade do que sentem, desenvolvendo  sentimentos de autopiedade, melancolia e pouca autoestima. Também podem confundir autossacrifício com o querer agradar indiscriminadamente aos outros, o que facilmente  os transforma em vítimas ou mártires. 
Peixes  precisa de desenvolver algumas características de Virgem  para ser mais ligado ao ambiente físico do quotidiano: a racionalidade e o caráter prático de Virgem dão-lhe  método e focam-no no aqui e agora  vivido, ajudando este nativo a integrar as duas dimensões- física e emocional/espiritual –  no seu modo de ser , tornando-o  mais eficiente, mais consciente da sua dimensão física e  mais capaz de lidar com a realidade concreta. O mundo de  Peixes é quase sempre caótico e desorganizado, flui num mar de contradições e de emoções incontroladas. A racionalidade  focada nos factos e no ambiente físico de Virgem é essencial para que o nativo de Peixes  adquira maior controlo da sua vida e mais  autonomia, desenvolvendo a capacidade de lidar  com todos os aspetos da vida: 

A dimensão espiritual é essencial, porque sem ela perdemos a visão global da vida e da integração dos nossos propósitos nos objetivos universais  do crescimento humano.
 Precisamos das características de Peixes para sentimos a empatia que nos liga aos outros e nos faz participar do destino coletivo  da vida universal. Mas também precisamos de lidar com a vida terrena  na sua expressão individual e na sua relação com as exigências que ela coloca: organizar o ambiente doméstico, garantir um abrigo,  manter a saúde do corpo, termos   uma profissão que permita o nosso sustento e o da nossa  família… tudo isso exige o desenvolvimento de competências específicas em que a racionalidade e a capacidade de categorização/organização são essenciais. E essas correspondem às qualidades do signo de Virgem.
Virgem tem, por seu lado, a tendência para reprimir as emoções e precisa de libertar o lado emocional e de abrir os horizontes para as múltiplas dimensões da realidade, não se restringindo ao plano dos factos. O nativo deste signo gosta de  prestar serviço aos outros mas não perde nunca de vista os interesses individuais. Nunca se sente verdadeiramente unido aos outros pois ,no seu mundo feito de categorizações, o real está compartimentado em «secções», cada uma com a sua singularidade e características próprias que a separam de todas as outras.
Virgem  perde a apreensão da unidade. global da realidade ; tende a esbater a multiplicidade das dimensões da vida numa que é a «sua» unidade ,mas que não ultrapassa as fronteiras do seu mundo pessoal. A excessiva racionalização que faz da realidade  conduz muitas vezes a um espírito crítico que é castrador porque rejeita tudo o que se afasta da sua visão de perfeição. O perfeccionismo de Virgem acaba  por ser, a limite, um empecilho do crescimento individual porque impede a compreensão das múltiplas facetas da vida:  as falhas ou «erros» que tanto incomodam Virgem são normalmente oportunidades de maior compreensão da vida, inerentes ao próprio modo humano de ser, imperfeito e frágil perante o desconhecido. Virgem recusa abrir-se ao novo, ao imprevisível, ao inesperado. Mas, queiramos quer não, nem tudo pode ser alvo de planificação prévia, a vida não se deixa agarrar em puros esquemas da razão.  Por isso, Virgem precisa do espírito de Peixes ,de  seguir o fluxo da realidade sem lhe resistir, «esperando pelo melhor» com otimismo e essa generosidade íntima, tão característica de Peixes , que é capaz de acolher e de tolerar, mantendo a aceitação e a dádiva gratuita de si. 
Virgem habitualmente «dá em troca de». Mas Peixes dá em absoluto sem pensar no preço ou no «algo a receber em troca». E esta disponibilidade pode ajudar Virgem a despertar a sua potencial generosidade que acorda com o despertar das emoções altruístas. E ,simultaneamente, dissipa a tensão interior que liberta o seu poder criativo: Virgem tem muitas vezes um potencial artístico que só acorda quando assume características do seu signo oposto, Peixes. Poderá desse modo enriquecer o seu lado emocional e abrir-se para uma compreensão mais una da realidade, menos compartimentada  e mais  universal e completa.

Os signos Opostos na Identidade- Caranguejo e Capricórnio, o Desejo da alma e a Cruz do Corpo

O eixo Caranguejo /Capricórnio é considerado por muitos como um dos mais esotéricos do Zodíaco. Caranguejo e Capricórnio são ambos signos cardinais e com polaridade feminina. Os signos cardinais representam o poder de iniciar a mudança, originando novos modos de ser e de fazer as coisas. Mas o elemento destes dois signos é diferente, e isso mostra uma forma diferente de atuação no mundo: Caranguejo é cardinal mas tem  elemento Água e este elemento é acerca de adquirir domínio do plano emocional; por sua vez, Capricórnio tem  elemento Terra e este tem a ver com o domínio do mundo físico. Deste modo, uma primeira coisa que poderemos dizer em relação a estes dois signos contrários é que um –  Caranguejo– se situa no plano da interioridade, é subjetivo, emocional, e individual ; e o outro – Capricórnio- situa-se no plano da máxima visibilidade que é o das instituições, da sociedade e, a limite, da própria humanidade, é coletivo, racional e universalista; Caranguejo vive num mundo privado; Capricórnio vive no plano público da vida comunitária. Assim, aparentemente, cada um destes signos parece contradizer as qualidades do outro. Mas, como tentarei mostrar, em cada um de nós as suas experiências e significados são complementares e ambas necessárias para que cada signo alcance a plena maturidade da sua expressão.
O signo Caranguejo tem uma natureza profundamente emocional e, simbolicamente, tem «saudades do lar». É impossível esquecer a correspondência entre  Caranguejo e a  4ª casa do horóscopo: esta representa o «ponto mais fundo, mais invisível da realidade» e, esotericamente, muitos associam  Caranguejo com o nascimento, com a entrada da alma no plano físico sob a forma humana para viver as experiências específicas do mundo terreno; com a passagem da alma do plano espiritual (o seu verdadeiro lar) para o plano físico. Isto associa o signo de Caranguejo  ao ciclo da morte e do renascimento: Caranguejo representa a descida da alma na matéria para viver uma existência  no mundo físico , sem  perder de vista  a memória da dimensão espiritual que foi o seu começo ; a nostalgia vaga que o nativo sente na psique e que se manifesta na procura instintiva de um «lar» é o sinal de que a alma deseja «voltar para o  porto seguro que é a sua origem» – a espiritualidade que fundamenta a felicidade e a sua  plenitude, combinando-se com  as raízes terrenas que mostram de «onde veio»  e  com aqueles que compõem a sua família e  a sua comunidade.
A dimensão simbólica mais profunda de Caranguejo  tem a ver com o facto de que este signo representa a necessidade de uma base de segurança a partir da qual a alma encarnada vive as suas experiências no mundo sem esquecer que, no plano terreno, ela está «de passagem» e chegará o dia em que regressará  ao plano espiritual de onde veio. Esta simbólica torna os nativos de Caranguejo profundamente motivados pelo desejo de encontrar um «lar», um porto seguro que é também um estado de felicidade e de bem estar. Psiquicamente, as pessoas influenciadas por esta  simbólica  de Caranguejo procuram  eternamente este  «lar mítico» mas essa procura  pode variar bastante, dependendo da maior ou menor inclinação espiritual de cada um.
Em alguns nativos há um desejo premente para formar uma família, enquadrada por uma casa onde possam concretizar a serenidade e a felicidade a que aspiram; onde possam nutrir e cuidar da sua  família e ser, por sua vez, nutridos e cuidados por ela; em outros, a busca do «lar perfeito» assume a forma de uma viagem interior em que, no mais fundo de si mesmos, descobrem uma fonte de luz que é o seu verdadeiro lar. Um lar espiritual em que a luz da alma é nutrida e cultivada através das suas ações , pensamentos e sentimentos, até se tornar tão radiante que transmite calor, serenidade e amor universal ao nativo tornando-se também  num farol espiritual capaz de iluminar e nutrir todos os outros com quem ele  interage.
Caranguejo, na expressão mais elevada da sua energia, corresponde ao propósito mais elevado do amor universal, também simbolizado pela Lua, o  seu regente planetário: constituir um lar espiritual que ilumine , proteja e nutra todos os seres. Este é o «estádio» mais elevado da consciência do signo Caranguejo  e corresponde à consciência de que o amor universal está na base da expressão de toda a vida. Na psique dos nativos que atingem este grau de consciência existe um sentimento de plenitude de quem está «em casa» e a pessoa exprime esse sentimento sob a forma devotada de serviço à humanidade e de prestação de cuidado aos outros, fazendo coincidir a expressão mais personalizada do seu sentir com a que é  mais universal e coletiva. Mas, para isto ser possível , cada nativo tem que aprender e exprimir as qualidades do signo de Capricórnio.
Capricórnio é um signo muito prático, «terra – a – terra» e distanciado em relação às emoções do Zodíaco. Mas, no limite das experiências representadas por este signo, existe uma dimensão espiritual que tem sido enfatizada por várias tradições ligadas ao conhecimento tradicional e esotérico. Nessas abordagens, Capricórnio é considerado  a partir da analogia entre a 10ª casa ou «ponto mais alto do céu» que corresponde ao signo e o solstício de Dezembro que antecede a chegada do Inverno no hemisfério norte : esta simbólica corresponde ao ponto mais longínquo em que a matéria e a luz espiritual se unem e que, na tradição cristã é também simbolizada pelo nascimento de Cristo que se ergue da matéria para o divino; ou pela dormência aparente da vida durante o inverno, em que as formas tangíveis da vida morrem mas em que a sua semente é nutrida «em segredo» para explodir numa radiância de luz logo que surge a Primavera.  Capricórnio simboliza este segredo de que a morte contém a vida, uma vida que pode não ser fisicamente perceptível mas que não perde as suas qualidades mais essenciais, voltando a surgir sob a forma de luz e de cor na Primavera.
 Capricórnio está profundamente imbuído do mundo material e a sua ambição para dominar eficazmente todos os seus recursos é bem conhecida. O nativo de Capricórnio tem uma natureza pragmática e ambiciosa; é disciplinado e pode ser bastante duro e rígido; é responsável e tem boas capacidades de planeamento, e também a qualidade da paciência e da persistência: Consegue trabalhar de modo firme sem abrandar perante as adversidades para atingir os objetivos que delineou mas tem pouca capacidade de adaptação, gostando de trabalhar com esquemas definidos e com provas dadas. Também é teimoso e obstinado e, se isso é bom porque  lhe permite levar a bom termo objetivos e tarefas de  longo termo, por outro lado  também lhe retira a espontaneidade pois o nativo fecha-se por completo aos estímulos imediatos com que se depara e nem sempre é fácil simpatizar com ele à primeira vista, pela  sua aparência séria, reservada e fria ou distante,  que não o torna propriamente a pessoa mais popular, ao contrário do que acontece com o signo oposto, Caranguejo ,que se rodeia facilmente de amigos.
Nos nativos mais comuns, existe um desejo de reconhecimento muito forte , o que não admira, pois Capricórnio representa a culminação do desenvolvimento da posição e status social através dos próprios esforços ou ação individual. Mas é fundamental não esquecer o «outro lado» de Capricórnio, que é o desenvolvimento de uma identidade espiritual. E é aqui que os dois signos, Caranguejo e Capricórnio partilham significados comuns: Capricórnio não é apenas o materialista desenfreado que apenas aspira a riqueza, status e ao poder exercido sobre outros pela gestão das instituições e das organizações. Capricórnio  é também isto mas encerra outros significados que se associam ao seu regente, Saturno como o  do «Asceta», aquele que renuncia aos bens materiais para desenvolver a sua espiritualidade.
Os nativos de Capricórnio deparam-se, na sua existência terrena, com alguns temas fortes na existência material, como a carreira, o estatuto social e a riqueza, o poder e a autoridade. Mas, para além destes aspetos, Capricórnio também significa o ponto em que o ser humano aprende a fazer uso dos seus recursos espirituais e onde fazemos «chegar a luz» aos pontos mais recônditos da natureza material humana. Não é por acaso que tradições orientais consideram que Capricórnio simboliza o nascimento da consciência crística ou «consciência universal».
Deste modo, em sentido profundo, Capricórnio simboliza o contributo que as conquistas no plano material na sua máxima expressão têm no desenvolvimento de uma consciência mais espiritual em que o homem, tendo tirado o máximo partido das riquezas e dos bens mundanos que a vida na comunidade pode oferecer, aspira a um «segundo nascimento», já não como alguém que procura o reconhecimento no mundo, testando o poder e a autoridade pessoais mas como alguém capaz de renunciar a tudo isso para se redescobrir na sua dimensão espiritual. Isto é, Capricórnio permite o «regresso da alma ao lar», na jornada iniciada por Caranguejo: neste signo a alma tornou-se una com o mundo material; em Capricórnio dá-se de novo a separação e a alma regressa ao seu lar espiritual.
E, para que isso seja possível,Capricórnio precisa das competências do signo de Caranguejo: porque não é possível descobrir a espiritualidade sem uma viragem para o interior de si mesmo, para os processos da subjetividade e para as suas raízes mais fundas. Esgotadas as possibilidades de crescer mais no plano material, o homem está pronto para «regressar a casa», ao lar de onde partiu e esse está guardado no íntimo de si próprio à espera que o nativo, por iniciativa própria, liberte os recursos que existem dentro de si.
Assim, de que modo é que  Caranguejo  e  Capricórnio se completam e se complementam um ao outro?
Num plano mais mundano, é óbvio que as qualidades de Capricórnio são fundamentais para o nativo de Caranguejo se tornar mais resistente e disciplinado, não perdendo de vista  os objetivos essenciais: é que existe um momento em que os laços demasiado fortes à vida familiar, à comunidade de origem ou à regras sociais que  foram interiorizadas nos primeiros tempos de vida se tornam empecilhos do desenvolvimento individual e impedem o nativo de crescer. Os nativos de Caranguejo  enfrentam muitas vezes a necessidade de rever ou mudar os seus apegos mais enraizados ou a sua abordagem  em relação àquelas coisas que lhes dão segurança. Trata-se de experiências muito difíceis para estas pessoas , tão dependentes que são de todos os seus afetos. A capacidade de desligamento  em relação às emoções, que é próprio de Capricórnio , é uma competência que os nativos de Caranguejo precisam de desenvolver, bem como as competências práticas de domínio do mundo físico. Quando  Caranguejo não desenvolve as competências próprias de adaptação, correspondentes ao seu signo complementar, torna-se alvo de medos, inseguranças e insatisfação interior, ficando perdido  em mil  emoções avassaladoras e tomado pela melancolia difusa de quem não sabe qual é o mundo a que pertence.
Caranguejo, por seu lado, sofre de um handicap crónico: a sua motivação para o sucesso no mundo material  fá-lo esquecer-se, muitas vezes, de que  há mais realidade para além do dinheiro, do status e das conquistas materiais. Esta ambição pode torná-lo num ser frio e muito egoísta que amarfanhou há muito todos os seus sentimentos e outras «fraquezas», procurando sem cessar mais e mais poder. Mas, mesmo quando isto acontece, por detrás da expressão fria e distante de Capricórnio há muitas vezes uma grande vulnerabilidade emocional, um desejo inconfessado de ser amado e um sofrimento interior pela insatisfação em relação a essa dimensão  da sua vida.
Para realizar a simbólica mais elevada correspondente a Capricórnio, o nativo tem que aprender a aceitar as próprias emoções e a  vulnerabilidade correspondente, afastando a sua atenção do mundo exterior e das conquistas nesse plano e virar-se para a sua subjetividade , dar atenção às suas necessidades emocionais, ouvindo-as e expressando-as e isso só é possível se ele vivenciar as qualidades que são próprias do signo oposto, Caranguejo. Só deste modo é possível a  Capricórnio expressar os significados mais elevados de vivência espiritual, correspondentes à sua natureza mais elevada.

Os signos Opostos na Identidade- Gémeos e Sagitário, Aprendizagem e Comunicação

O signo Gémeos é um signo de polaridade positiva e de elemento Ar. Este elemento está associado a características mentais, sociais e comunicacionais. É também um signo mutável, o que significa que a sua ação se desenvolve de forma adaptativa, continuando o que foi iniciado antes (são os signos cardinais que iniciam a ação).
O signo Gémeos está estreitamente ligado à mente, à cultura, ao conhecimento, ao nascimento dos valores humanos que orientam a ação das comunidades e dos indivíduos. Tal como o signo de Sagitário. No entanto, estes signos são considerados opostos, isto é ,contrários e, por isso, vamos tentar compreender em que consiste essa oposição e, depois, tentaremos mostrar porque razão é que as características de um complementam as do signo contrário, de tal modo que ambos os signos simbolizam as duas fases do mesmo processo.
Após o desenvolvimento de recursos e de competências conseguido na interação com o mundo representada pelo signo de Touro, Gémeos simboliza a apropriação mental da experiência vivida através do intelecto e da linguagem. Em Touro, temos essencialmente a sensação e o vivido em estado «bruto», fruto da perceção e da emoção não refletida, não organizada nem trabalhada ao nível dos conhecimentos; temos uma experiência , recursos e competências que não se organizaram ainda em torno do «eu» como fonte da iniciativa e da ação;
Em Gémeos temos a curiosidade  centrada na autoconsciência , na noção de que há um eu que vive as experiências e que é o centro delas através de desejos e intenções que são a sua causa. É apenas quando aparece esta consciência de um eu que vive e tem consciência do que vive que a experiência se transforma em narrativa ,em  análise lógica , quantificada, escrita, etc, porque toda a narrativa pressupõe alguém que vai construindo «uma história», factual ou auto-biográfica. Gémeos representa o estádio em que as experiências começam a fazer sentido porque fazemos o esforço de as organizar e sistematizar em conceitos, em eventos com sentido para nós e para os outros com quem queremos partilhar as nossas «histórias».
Osigno de Gémeos simboliza deste modo a experiência humana que passa do plano individual  privado para o plano social porque, usando a linguagem, comunicamos essa experiência com os outros; neste sentido, é em Gémeos que, verdadeiramente, começa a ser possível uma comunidade humana porque esta está alicerçada num universo simbólico que origina os valores e a possibilidade de vivermos numa comunidade em que a nossa experiência pode ser comunicada e partilhada com os outros.
Por outro lado, Gémeos representa o surgir de uma ferramenta que é a utilização da linguagem e do pensamento lógico e matemático: com ela estabelecermos uma nova forma de domínio dos ambientes humanos; sem a linguagem e os conceitos que ela desenvolve, o mundo humano ( um mundo de símbolos e de interpretações que traduzem o modo de ser de cada cultura na sua relação com o mundo) não seria possível. É por isso que o regente de Gémeos Mercúrio, é tantas vezes associado ao Prometeu grego que roubou o fogo aos deuses permitindo assim ao homem «tornar-se semelhante aos deuses», através do desenvolvimento da ciência e da cultura.
Gémeos representa o domínio mental dos ambientes próximos do homem na  vida de todos os dias; na «vizinhança» com outros indivíduos e nos contextos ou situações em que vive as suas experiências. Desse modo, representa o conhecimento fruto dos vários tipos de experiências vividas, resultante do esforço lógico e linguístico de interpretação. Quando reflectimos no que vivemos ou simplesmente tentamos «contar» o que vivemos a outrem, sem quase darmos por isso, tornamos o que vivemos uma informação manejável e partilhável; transformamos as nossas experiências em mensagens que são partilháveis porque «fazem sentido» isto é, estão organizadas de acordo com a estrutura lógica que partilhamos com os outros membros da nossa comunidade.
A transformação do que se vive  em  «informação» partilhável é a grande chave do signo de Gémeos. É isso que transforma um sentimento, um  conceito ou uma emoção em algo universalizável e transmissível a qualquer um. As redes sociais atuais são a mais viva expressão do simbolismo do deste signo,  são a simbólica do signo a funcionar de modo puro. Gémeos é um falador e comunicador nato porque ele representa este impulso para socializar e partilhar o conhecimento e a informação que estão na origem de todas as comunidades humanas. É adaptável, falador, excelente dominador do poder da linguagem, inteligente e com espírito. Porém, também pode ser instável, volátil, disperso, nervoso e partidário da mudança pela simples razão de gostar de mudar.
A experiência de Gémeos tem a ver com a aprendizagem, com a recolha de múltipla informação e com a comunicação. Os ambientes imediatos da vida humana são voláteis, mudam incessantemente e estimulam-nos a viver novas e excitantes experiências. A relação de Gémeos é com estes contextos de «novidade», de mudança que excita a curiosidade a explorar e a partilhar. Este signo procura responder continuamente à pergunta «o que é que está a acontecer?» É sempre este acontecer do momento que merece o foco da sua atenção. É por isso que normalmente não acaba os projetos que inicia e desinteressa-se rapidamente das coisas quando tem outras novidades no horizonte. Para muitos isto é superficialidade mas a verdade é que sem esta atenção ao «que se passa» não é possível dominar os contextos imediatos da vida quotidiana. E, como esses contextos mudam continuamente, assim também muda o interesse e o foco do signo Gémeos.
Sagitário, por seu lado, abstrai-se dos contextos imediatos da vida e procura o longínquo. Não lhe interessam os ambientes do quotidiano, ele quer antes ir à fonte e conhecer a causa primeira e última de todas as coisas; Gémeos concentra-se no momento presente, nos eventos que aparecem «aqui e agora» e  esses que procura compreender e sistematizar, analisando cada perspetiva, cada face de um  acontecimento com todos os pormenores. Ignora a análise de pormenor e procura a visão global ; Sagitário  também é um signo mutável, com  polaridade positiva e elemento Fogo. 
Enquanto Gémeos  se entretém a esmiuçar cada evento em múltiplas aparições e perspetivas, Sagitário procura ir além da multiplicidade e do temporariamente presente para encontrar a unidade eterna entre todas as coisas. Gémeos divide para analisar cada fragmento; Sagitário busca pontos de união e sintetiza a unidade entre todas as coisas.
Simplisticamente, muitos consideram que Gémeos representa o estádio de conhecimento/educação mais imediato e elementar enquanto Sagitário representa o estádio superior de conhecimento/educação . Mas a simples lembrança de que é Gémeos que rege as Matemáticas, por ex., deita por terra esta visão tão simplista. Simplesmente, estes dois signos mostram uma abordagem oposta da mente em relação à realidade: Gémeos  analisa, foca-se na multiplicidade e variedade da informação presente nos ambientes concretos em que vive e prefere o estímulo constante da descoberta de novas informações e estímulos ;
Sagitário está mais interessado em encontrar « a informação mais essencial» e desenvolver a partir dela uma opinião fundamentada que exprima a sua convicção em relação à «verdade». Gémeos é um relativista, de certo modo é neutro em relação à informação – ele não tem preferência por  uma informação em vez de outra, por isso é apontado como um jornalista de mérito pela sua «imparcialidade». Deseja partilhar a informação que recolheu como uma novidade, sem repercussão direta sobre si mesmo;
Sagitário representa, por seu lado, o homem transformado pelo conhecimento, o homem que desenvolveu valores e um pensamento próprio a partir da informação recolhida. Por isso ele tem ligação com a «verdade» porque refletiu sobre a informação e , a partir dela, gerou valores. Daí considerar-se que em Gémeos existe conhecimento e, em Sagitário, existe sabedoria.
Sagitário é considerado um signo filosófico ou religioso porque  gosta de procurar os pontos de união entre o imediato sensível e o transcendente. O próprio símbolo do signo mostra a união entre o humano e o animal, como expressão do desejo de unidade entre todos os seres. Sagitário é idealista, entusiasta e otimista, generoso e com sentido de justiça e de dever. Mas, do mesmo modo que Gémeos pode perder-se na comunicação sem ter nada verdadeiramente para dizer, Sagitário pode ter a «mania das grandezas», ser exagerado, pensar que é «dono da verdade», ser arrogante e ter falta de humildade e de diplomacia no lidar com os outros.
Sagitário é um signo que vive da «inspiração», sente-se permanentemente atraído pelo desconhecido longínquo, seja a transcendência da religião ou da «causa primeira» da filosofia, seja o desejo de conhecer uma cultura estrangeira exótica, seja o impulso para se auto- desenvolver e aperfeiçoar em termos pessoais: de um modo ou de outro ele está sempre para além do agora vivido.
Agora, em que sentido estes dois signos se complementam e completam mutuamente? Ou, por outras palavras, porque consideramos que cada um destes signos só «cresce» verdadeiramente, se desenvolver as características do signo oposto?
Bom, Gémeos representa o esforço intelectual para desenvolver o conhecimento acerca do mundo concreto que possibilita a vida humana comunitária e partilhada pela cultura e pela linguagem. É ele que permite formar os laços humanos a nível social: comunica porque é essa a forma de iniciar relacionamentos para uma humanidade formatada pelos símbolos culturais. Mas a intenção primeira do impulso de Gémeos pode perder-se na infinita fragmentação dos eventos e das experiências de vida, logo abandonadas sem se perder tempo na sua apropriação aprofundada. Em última análise, uma informação que muda incessantemente tornaria, a limite, impossível a própria comunicação e partilha da informação porque a ausência da sua sistematização e unificação não permitiria a sua consolidação como «saber«. Este muda mas também tem que conter referências estáveis e universalizáveis. Ora, esse esforço de sistematização é feito por Sagitário.
Vivemos numa época em que a multiplicidade da informação oferece um enorme desafio: o da seleção do que é importante ou essencial: Gémeos  não se detém o suficiente nem se envolve suficientemente com o que estuda para fazer o esforço intelectual para ir além do imediato porque, antes de isso acontecer ele já se interessou por outra coisa e os dados anteriores perderam-se na multiplicidade de perspetivas da sua análise. É o signo Sagitário que representa o esforço para tornar permanente o essencial da informação e do conhecimento, criando os valores universais que prendem a humanidade a crenças e justificações. O seu desejo de ir até ao longínquo simboliza justamente esta necessidade de encontrar o «fundamento», o «porquê» de a realidade se comportar desta ou daquela maneira.
Assim, Sagitário continua o impulso representado por Gémeos e leva-o para o patamar de um saber sintetizado e sistematicamente organizado através das crenças e valores que se formaram na apropriação dos conhecimentos por parte do homem.  Gémeos analisa e descreve, compara , etc, mas , no fundo , faz tudo isso sem que a informação recolhida o modifique; ele mantém a separação entre o «eu que vive» e o mundo de experiências e de eventos, por isso ele é o signo dos «Gémeos», é 1 em dois, ele e o mundo nunca superam verdadeiramente a dualidade. Quando Gémeos perceciona ou «sente» ou analisa algum evento, há um momento em que ele e o mundo se entrelaçam e unem mas, logo que ele aplica a mente para analisar, descrever, reflectir, ocorre a separação e ele pode ser «imparcial» acerca dos factos porque, verdadeiramente, não foi afectado ou modificado por eles.
Assim, Gémeos necessita de ultrapassar a necessidade infinita de «novidade» que o impede de, verdadeiramente experienciar em sentido profundo, os aspetos da realidade; precisa de desenvolver este esforço de síntese, representado por Sagitário, e que é fruto do envolvimento e da convicção. No fundo, precisa de ser menos relativista sem se tornar um fanático e evitar perder-se na linguagem como sistema que se afastou da referência à realidade para se tornar num mero sistema formal movido pela lógica vazia e algo cínica de quem, no fundo, não acredita em nada.
Mas Sagitário ,com toda a profundidade de que é capaz, também precisa de desenvolver a atenção pelo «aqui e agora»: a unidade baseada em puras crenças que  não se  baseiam  nas experiências concretas pode facilmente conduzir a conceitos rígidos de «verdade» que estão na origem de todos os fundamentalismos. Sagitário confia por vezes demasiado na sua «intuição» e pode desprezar os factos, não lhes dando relevância, nem  aos processos  de análise, que considera fastidiosos. Ora, a inteligibilidade da realidade necessita tanto da capacidade de síntese como da capacidade de análise e, por vezes, a pressa de Sagitário para retirar conclusões que «tem a certeza» de serem verdadeiras, pode ganhar muitíssimo com os processos lógicos de análise que são típicos do signo de Gémeos. A verdade é que não é possível desenvolver uma inteligibilidade clara e legitimada acerca da realidade sem recorrer aos processos representados pelos dois signos deGémeos e de Sagitário.

Os signos Opostos na Identidade- A complementaridade Touro / Escorpião

Os signos Touro   e Escorpião são ambos femininos e fixos: Touro tem elemento Terra  e Escorpião  tem elemento Água . Este par de signos opostos representa uma dinâmica das mais complexas do Zodíaco.
Aparentemente, Touro  e Escorpião exprimem qualidades contrárias: Touro  representa o eu encarnado num corpo e totalmente embrenhado no mundo material e nos objetivos materiais e sensuais da vida humana; por seu lado, Escorpião representa a concentração do poder no interior de si mesmo, de modo a usar essa fonte de poder para se fortalecer e aumentar a sua força de vontade. Mas basta uma leve análise para compreender que as experiências de cada um destes signos implicam necessariamente as experiências e aprendizagens do outro, tornando estes dois signos complementares e inseparáveis e, deste modo, a face e o reverso do mesmo processo dinâmico da identidade.
Touro representa o envolvimento do desejo e da individualidade no mundo material, no qual procura desenvolver todos os recursos necessários para garantir uma boa vida num corpo encarnado; simboliza o compromisso de viver a existência terrena de forma plena, para retirar dela todas as experiências, competências e recursos que permitam ao corpo físico sentir conforto e prazer ( e evitar a dor). Em Touro, o impulso da vida é o da materialização, da encarnação no corpo físico e da experimentação que torna o corpo e as suas faculdades sensoriais a principal ferramenta de aprendizagem no mundo.
A associação que habitualmente se faz do signo Touro com o seu desejo de conforto, sensualidade e luxo significa que neste signo a vida material, terrena- e também mortal – é vivida em toda a sua plenitude, sem sentimentos de culpa nem arrependimentos. A materialidade é assumida com naturalidade e sem juízos de valor: a vida mortal nada tem de mau em si mesma, representa um ponto de desenvolvimento importante da vida e este, apesar de finito, apesar de ter a morte como destino certo, também tem inegáveis virtudes; muitas experiências da vida humana só têm valor porque somos seres capazes de sofrer neste corpo mortal, ou então de usufruir de múltiplas sensações de prazer. É toda esta dimensão da vida encarnada no corpo e entranhada no mundo material que o signo de Touro  representa e, nesse aspeto,  manifesta uma tranquilidade e capacidade de se sentir feliz com esse destino como poucos outros signos são capazes. Não há desespero nem irrequietude no signo de Touro, existe antes uma bonomia, uma serenidade que se contenta com os prazeres que a sua incursão no mundo lhe vai proporcionando.
Mas, justamente esta quietude de Touro, este deixar-se estar sem querer mais nada além do que lhe permite sentir plenamente a felicidade e o bem estar que o mundo físico e os seus recursos lhe proporcionam agora, mostra como o signo de Escorpião ,fervilhante sob a superfície, numa intensidade que deseja transformar todos os objetos externos em pura energia dominada partir de si, complementa maravilhosamente as características de Touro: este é exteriorização do seu desejo no mundo e do usufruto dos prazeres que esse mundo pode oferecer; Escorpião, por seu lado, é desejo de apropriação do mundo externo sob a forma de poder pessoal concentrado e disciplinado no interior de si. O seu magnetismo natural advém precisamente desta interiorização concentrada da energia que se torna fonte pessoal e controlada de poder; não focada nos objetos mas na pura vontade pessoal que vai além do agora, submergindo na profundidade à procura da causa primeira e final que dá sentido a qualquer momento presente.
Touro representa a vontade como capacidade de perseverar no seu modo de ser, significa a estabilização do espírito no corpo material , focado nas experiências que podem ser vividas através do corpo e, por isso, significa também a possibilidade de se tornar dependente dessas experiências, esquecendo tudo o mais: comida, bebida, sexo e demais prazeres do corpo podem ser explorados até deixarem a pessoa obcecada por eles , estagnando completamente em outras áreas da sua vida: a vontade exercida no exterior de si pode conduzir ao desejo desenfreado e viciante, totalmente indiferente aos desejos e padrões dos outros até se confundir com a própria sensação, perdendo a distância entre o «eu» que vive e a sensação que é vivida.
Mas Escorpião centraliza tudo na consciência desse «eu» que se vai fortalecendo através das experiências e das emoções. Escorpião sente a atração pelo abismo, entrevê o mistério que espreita por detrás de cada manifestação sensível e deseja conhecer a sua causa. Compreende que entre a superfície e a face escondida de todas as coisas nem sempre há coincidência, que muitas vezes a superfície é enganosa e esconde o seu oposto. Isso torna-o cauteloso e muito inquisitivo, bem como o leva a esconder e a reservar os seus verdadeiros motivos, separando a interioridade da exterioridade: olha para o sensível e procura o invisível que está por detrás; acredita que a verdadeira fonte do poder e da força de todas as coisas não é visível à vista : enquanto Touro procura dominar o mundo materialmente falando, confundindo-se prazenteiramente com as próprias sensações, Escorpião descobre o poder extraordinário das emoções no seu interior e percebe que elas são uma forma de poder que alimenta a sua força para agir no mundo.
Touro  e Escorpião têm muitas características comuns: ambos são teimosos, intensos, determinados, possessivos, cautelosos, auto-centrados, receptivos, emocionais, ambiciosos, amantes das coisas boas da vida, do conforto, do luxo e do dinheiro. Porém, manifestam características contrárias em muitos outros aspetos: Touro  é sereno e paciente, tranquilo, por vezes indeciso e lento; Escorpião é irrequieto, decidido, magnético, atraído pela escuridão que subjaz no fundo de si próprio e pela conquista de si mesmo através do controlo das emoções.
Touro representa o impulso para conquistar o mundo exterior através do desenvolvimento de um conjunto de recursos e bens a que chama «seus» . Vê-se a si mesmo através das suas posses no mundo; toma consciência de si próprio a partir do seu corpo e dos objetos materiais que adquire na interação com o mundo; sente-se poderoso na medida em que assegura conforto para o corpo e prazer para os sentidos;
Escorpião representa o florescimento interior do poder pessoal após o encontro com o outro, com o parceiro de vida; alimenta-se do poder que provém das emoções e dos sentimentos que são resultantes desse encontro; descobre a sua interioridade como fruto do amor e da energia sexual partilhada e sente que essas energias têm o poder misterioso de o transformar e transmutar; o desejo de descodificar o mistério, de interpelar o segredo da vida acontece porque , sem perceber como, a sua estrutura física de ser vai para além de si própria e escancara perante si o plano espiritual escondido no âmago da sua carne mortal; entrevê fascinado como a vida e a morte se cruzam no mesmo segredo, num misterioso laço que ele intuitivamente entrevê mas não é capaz de explicar. Este paradoxo do mistério torna a sua abordagem do mundo cautelosa e muitas vezes movida de suspeição, levando-o a esconder-se e a construir uma imagem de dualidade em que modela uma superfície que esconde por baixo a verdade do que ele realmente sente ou deseja.
Touro  e  Escorpião sentem  ambos a urgência de se relacionar com os outros, embora de maneira diferente: Touro,em grande parte deseja constituir uma família que o ajude a perpetuar o seu modo de vida, de forma simples, harmoniosa e eficaz; deseja rodear-se de coisas e de seres belos como a posse que resume todas as outras posses e dá sentido à sua luta diária para conquistar mais e mais recursos que assegurem uma «boa vida» no mundo. Escorpião procura no outro a intensidade emocional que o põe à prova na sua capacidade de domínio e de incorporação do outro pela submissão ao seu desejo e vontade pessoal. Deseja experienciar essa intensidade que só é possível na interação e que, sozinho, ele não pode  conhecer. Num caso como no outro, ambos se reveem no outro:  Touro revê-se nos resultados que a relação lhe traz- uma boa casa, um cônjuge dedicado, filhos, conforto , luxo, boa comida, etc; Escorpião revê-se nos sinais subtis das emoções que o invadem; na paixão intensa, nas emoções associadas e na transfiguração interior que elas fazem no seu ser.
Agora, em que sentido é que podemos considerar que as características de cada um dos signos completam o modo de ser do outro?
A satisfação serena de Touro com a sua vida no mundo terreno leva-o a correr o risco de se perder na estagnação da inércia e da indulgência,, esquecendo que o seu ser é mais do que as sensações e os prazeres que o corpo lhe permite; o seu destino pede que ele goze inteiramente o mundo físico mas não se perca nele, compreendendo que todos esses prazeres que o fazem tão feliz não são capazes de preencher completamente a sua vida- ele também é um ser espiritual , a prova disso é o seu desejo de se rodear de beleza e de harmonia: ora, a « Beleza » resulta do encontro entre a matéria e o espírito que se entrelaçam para criar algo que supera o imediato para buscar a eternidade. Existe intemporalidade em todas as formas realmente belas e, portanto, viver o momento aqui e agora, por importante que seja, não pode esgotar o sentido da nossa vida, precisamos de atravessar as sensações físicas para nelas encontrar uma causa transcendente que nos faz descobrir a nossa espiritualidade. E são exatamente as características de Escorpião que permitem efetuar essa descoberta ao fazerem nascer nos meandros da Psique o mistério e a «profundidade» que se esconde atrás de toda a realidade; Assim, Touro precisa de descobrir a transcendência em relação ao imediato, para desejar mais do que o que tem e lhe dá prazer físico; precisa de descobrir que nenhuma forma de prazer é exclusivamente física, é também sempre espiritual.
Por sua vez, Escorpião , com o seu secretismo e concentração interior, precisa de pacificar a sua irrequietude, superar a sua eterna desconfiança em relação aos outros; precisa de aprender a paciência e a bonomia serena que lhe permita relaxar e entregar-se inocentemente às experiências no mundo sem temer que estas, de algum modo, lhe ameacem o poder pessoal. O tormento que facilmente toma conta das suas emoções e se transforma em ressentimento na relação com o outro precisa de ser mudado através de uma natureza mais compassiva. Escorpião  dificilmente se entrega completamente em qualquer experiência porque, em primeiro lugar, observa-se a si próprio a controlar o que sente e, em grande parte, para ele, amar é subjugar o outro, vê-lo a obedecer-lhe e a deixar-se dominar. A grande lição que Escorpião precisa de aprender é que o «poder» não se opõe ao amor ; na verdade, o amor é também uma forma de «poder» mas apenas é eficaz quando se abandona a dualidade «eu« /«tu» e se constitui o «nós» como identidade conjunta embora não se apague a realidade de cada um ; enquanto não aprende isto, Escorpião é tomado por uma irrequietude que, incessantemente, encara o encontro com o outro como a eterna luta entre duas vontades na qual ele deseja que a sua saia vencedora e o outro aceite ser dominado. Mas, quando descobre o poder do verdadeiro amor que não procura dominar nada nem desconfia de nada, Escorpião transfigura-se e assume finalmente a serenidade e a tranquilidade que não deseja mais nada porque se tornou completa, integrando o mundo físico no mundo espiritual e emocional, característicos do modo de ser do signo Touro.

Os Signos opostos e a Identidade Astrológica- A Complementaridade Carneiro (Aries) e Balança/(Libra)

Os signos do Zodíaco exprimem as qualidades do «homem cósmico», da realidade humana arquetípica e universal. Esta realidade é multifacetada, complexa e cheia de contradições. É normal que o ser humano, um ser em permamente construção em interação com o mundo e com a realidade dos outros seres, exprima dualidade e contradição;
Os signos revelam essa dualidade através de relações de oposição e de complementaridade: cada signo tem o seu signo oposto e este exprime as qualidades que lhe são contrárias mas que também lhe são complementares.
Deste modo, quando falamos de signos opostos falamos daquilo que, na zona menos consciente da nossa psique, sentimos que nos completa; são aquelas qualidades que se opõem às que imediatamente mostramos ou de que temos consciência mas, quando refletimos cuidadosamente nessas características «opostas» percebemos que elas nos completam, que só somos realmente «plenos» se, de alguma maneira, elas forem vividas por nós.
Esta é uma das razões pelas quais a sabedoria popular diz que «os opostos se atraem». Na verdade, muitos indivíduos procuram nos outros as características que, sendo opostas àquelas que reconhecem em si próprios, sabem que também precisam de desenvolver para se tornarem pessoas mais completas e satisfeitas.
Esta dinâmica dos signos opostos e da atracção geral pelos opostos corresponde também à estrutura da própria realidade, que assenta no princípio de que a dualidade é a própria base da identidade: começamos por vir ao mundo a partir da união entre o feminino e o masculino e, de algum modo, sabemos que em toda a realidade este princípio se mantém válido, sendo a base de funcionamento da vida e do cosmos. Por isso procuramos instintivamente a parte de nós que sentimos que nos falta.
O Psicólogo Carl Gustav Jung explicou maravilhosamente esta dinâmica e o seu funcionamento na psique humana: alguns procuram a «parte oposta de si próprios» através dos relacionamentos com os outros, numa espécie de demanda em que o «tu» é a outra face aceite do «eu»; outros escavam dentro da sua psique, sabendo que cada indivíduo é em si mesmo um ser completo, apenas tem que o descobrir; mas, uns e outros, andam à procura do mesmo, que é vivenciar as qualidades opostas às que são expressas pelo seu signo do Ascendente, do Sol ou da Lua, de acordo com aquele que é mais forte na carta astrológica de nascimento.
Lembrando-nos de que a Astrologia Jyotish é parte integrante da Filosofia dos Vedas na antiga Sabedoria, e tem por por objetivo «lançar a luz» – conduzindo a um melhor conhecimento que cada um tem de si próprio- começamos hoje a explorar a relação de oposição/complementaridade entre os signos e o seu significado para o perfil astrológico de cada um.
O Primeiro Par de Signos Opostos- Carneiro (Aries) e Balança (Libra)- A Oposição entre o Eu e os Outros
Carneiro (Aries) e Balança (Libra) são signos opostos e cardinais. Ambos exprimem um conjunto de características que são contrárias. Porém, para compreendermos plenamente cada um deles na sua expressão concreta precisamos de entender os significados do outro: o signo oposto revela sempre as características que a pessoa tem que desenvolver para avançar e crescer.
Se o meu signo Ascendente  é Carneiro, sem dúvida que, ao descrever as características deste signo, ficarei com uma ideia bastante clara dos processos pelos quais exprimo a minha identidade mais espontânea e que me ajudam a ter consciência imediata de «quem sou». O signo Carneiro (Aries) mostra o meu estado atual de ser, o meu ponto de partida no que se refere ao desenvolvimento pessoal; mas as qualidades que eu preciso de desenvolver para me tornar uma pessoa «inteira», para crescer e evoluir a partir do ponto em que me encontro, são mostradas pelo signo oposto ao do meu Ascendente neste caso, o signo Balança (Libra).
O signo Carneiro representa o ímpeto inicial e espontâneo para a manifestação na existência; os seus nativos exprimem  uma dinâmica que mostra uma concentração na descoberta das potencialidades próprias de ser e de interagir com o mundo; estão a descobrir-se e a explorar-se ,por isso são bastante auto-centrados. A descoberta dos próprios poderes e o fortalecimento da vontade e da determinação implicam correr riscos, um temperamento corajoso e capaz de se lançar no desconhecido, agindo primeiro e pensando depois da experiência vivida.
No signo Carneiro, o indivíduo precisa de desenvolver a consciência de si a partir da reflexão posterior que faz das experiências vividas; precisa de se pensar e de se sentir através da própria atividade no mundo; ele é uno com a sua mente e a sua força criativa que não domina e não é disciplinada, é antes movida pelo desejo imenso de «ser alguém» embora o «quem» esteja demasiado longínquo para estes nativos saberem ; Carneiro sabe-se a si mesmo a partir da própria ação e dos seus efeitos no mundo.
Quanto mais coragem e bravura manifestar, mais «valiosa» é a identidade que surge aos olhos de Carneiro (Aries). Mas o mundo das experiências é um contínuo que se escoa rapidamente desaparecendo em seguida e, por isso,Carneiro tem habitualmente uma grande tensão nervosa e é impaciente , ansiando pela próxima aventura ou oportunidade de mostrar o seu «valor». A identidade de  Carneiro é idêntica à memória das suas batalhas no mundo, é uma história feita de ação e de entusiasmo , de eventos que se evaporam com a mesma facilidade com que desaparece o desejo quando saciado, porque lhes falta a consistência de um propósito organizado.
Por esta razão, Carneiro tem uma identidade vazia, é um ímpeto ou uma força mas sem consciência do «para quê» ou «porquê» que vão além do plano imediato do desejo ou impulso momentâneo.
Ora, Balança, como signo oposto ao de Carneiro simboliza a identidade como resultado da relação concertada e igualitária entre o «eu» e o «tu»; Balança mostra que o «eu» só se pode descobrir a si mesmo através da partilha e da cooperação com o «tu», revela que é preciso encontrar um «outro como «eu» que, sendo diferente, é simultaneamente idêntico, para sabermos realmente quem somos:  nós conhecemo-nos através do olhar do outro, sabemos «quem somos» porque o outro nos descreve continuamente na relação que mantém connosco- o outro é o espelho onde nos refletimos e, se não houver «outros como nós», a nossa identidade permanece dispersa num mundo de eventos e objetos indiferenciados e tornamo-nos mais um objeto do ambiente em que não somos capazes de nos distinguir.
A experiência de Balança é que o «eu/tu» não é uma realidade separável, nós emergimos no mundo no meio de um «nós» que é o da sociedade a que pertencemos, não nascemos nem vivemos isolados. Por isso Balança ensina-nos que não há indivíduos sem que antes se pertença a uma família onde nascemos; e, deste modo, este signo  também simboliza o contrato de casamento e os direitos e deveres que respeitam ao casamento; e, na sociedade, também estabelecemos parcerias pelas quais realizamos os nossos projetos e negócios e estas também estão reguladas por regras, pressupostos e valores.
Balança baseia-se na valorização das relações de parceria que estabelecemos para, a dois, podermos perpetuar a nossa identidade pelos resultados que alcançamos com as nossas alianças: do casamento aos negócios, Balança  baseia-se na ideia de que, em cooperação, conseguimos alcançar mais objetivos do que sozinhos.
Porém, ao focar-se essencialmente na relação,Balança  perde muitas vezes a perspetiva individualizada acerca das coisas: torna -se dependente, excessivamente submisso e apagado nos seus desejos ou expressão da vontade pessoal; condescende muitas vezes , com medo de perder o apoio ou o afeto do outro e acaba por perder a consciência de si mesmo, deixando-se manipular; os nativos de Balança podem tornar-se indecisos e terem grande dificuldade em auto-afirmar-se devido à excessiva valorização do «outro» ; sem ele  não são capazes de viver.
Balança   não reconhece outra vontade que não seja a sua, outro desejo que não o seu e, na verdade, os desejos e as necessidades dos outros são- lhe estranhos , exteriores e mesmo indiferentes, a sua força é a do seu próprio ímpeto e espontaneidade para querer ser. A sua identidade confunde-se com a força do próprio desejo, não tem um rosto nem objetivos verdadeiramente definidos, ele não sabe realmente para onde vai, move-se pelo prazer de se testar e pelo prazer da descoberta. Por isso, muito deste entusiasmo é inconsequente e perde-se na falta de consistência e razão de ser.
Compreende-se deste modo como estes dois signos são complementares e ambos necessários para que os nativos de um e outro de desenvolvam plenamente como identidades autónomas e simultaneamente cooperantes
Os nativos de Carneiro precisam de aprender a cooperar com os outros, a estabelecer relações de parceria autêntica em que o outro desempenha papeis relevantes; precisam de aprender que, sem a relação com os outros, sobretudo no plano pessoal, não podemos desenvolver-nos como seres humanos plenos pois a construção da nossa identidade faz-se essencialmente através da partilha de experiências e de pontos de vista acerca da realidade; pois o nosso ponto de vista sobre as coisas não é o único e nós não somos os únicos seres capazes de «grandes feitos», de atos de coragem e de bravura: há muitos «heróis» à nossa volta e, apesar de cada um ser único, há outros tão «únicos» como nós. A nossa ação no mundo só tem sentido quando ultrapassa a esfera imediata dos desejos ou dos impulsos individuais; ela precisa de se completar na experiência de cooperar e de «criar em conjunto» outros «como nós» numa sociedade justa e regulada, numa família em que cada um desempenha papeis com direitos e deveres;
Os nativos de Balança precisam de desenvolver a consciência de que são indivíduos, além se serem pessoas que cooperam com outras; são únicos e com identidade própria e intransmissível, e esta não é apagada por nenhuma relação; fortalece-se antes através da partilha conjunta mas não se desfaz nem deve desfazer-se para agradar ao outro que amamos: amar não é anular-se, é continuar a ser um indivíduo que é simultaneamente 1 e 2 sem que nunca um dos números se reduza ao outro ou seja apagado pelo outro. Balança precisa de aprender a autonomia, algumas experiências devem ser decididas a nível individual: o nosso «self» constrói-se através da relação mas também  tem  uma dimensão que não se confunde com a realidade do outro e, por vezes, quando espreita o conflito ou a dualidade de interesses, é preciso afirmar a identidade pessoal para continuarmos ser quem somos. Afinal, crescemos através da relação com o outro mas em momento algum nos transformamos nele ou ele em nós.