Benefícios dos Óleos Essenciais

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Os óleos essenciais têm sido usados desde há milhares  de anos, para fins medicinais e de saúde. Hoje em dia, são também usados nos produtos de limpeza da casa, na aromaterapia e nos cuidados de beleza e em alguns rituais de natureza espiritual, bem como nas massagens e tratamentos das medicinas alternativas. Nos tempos antigos, estes óleos eram extraídos das plantas mergulhando-as em óleo, onde eram conservadas durante algum tempo e depois o óleo era filtrado através de um pano de linho.

Hoje, os óleos são extraídos usando as várias  partes da planta, conforme a espécie, incluindo resinas e casca, flores, sementes, raízes, flores e folhas, sendo destilados a vapor com pressão fria. Este processo separa o óleo da  água contidos na planta e os respectivos compostos. Há imensas variedades diferentes e  pode-se dizer que há óleos para cada uma das necessidades humanas. Em alguns casos é precisa uma quantidade muito grande de plantas para produzir uma pequena quantidade de óleo essencial. Um caso bem conhecido é o óleo de rosa, em que são precisos cerca de 30 kg de pétalas de rosa para obter apenas 15 ml de óleo essencial. Isto torna alguns óleos, como é o caso do óleo de rosa, caros mas é preciso lembrar que uma única gota de óleo pode produzir efeitos muito significativos.

As pressões da vida actual geraram novas necessidades de relaxamento, de alívio do stress e uma valorização mais forte da saúde que, por sua vez,  deram origem a respostas do mercado, criando espaços de relaxamento e de bem estar que são muito procurados.  Quem não aprecia uma boa massagem, sobretudo se for acompanhada por um aroma agradável de um óleo essencial? Porém, os óleos de essências de plantas são mais do que aromas agradáveis e têm efeitos bem documentados e evidentes a muitos níveis devendo ser usados com base em conhecimento prévio e correto da sua utilização.

Os óleos essenciais são produtos muito concentrados e não devem ser usados puros, devendo ser diluídos num outro óleo que serve de «transporte» da essência considerada. Alguns dos óleos usados para o efeito são o óleo de amêndoas doces, o óleo de coco, o azeite, o óleo de sementes de uva, óleo de girassol, etc.. Segundo os peritos, nunca devemos usar óleos derivados do petróleo (óleo mineral, óleo de bebé, geleia de petróleo, margarina ou manteiga) para diluir os óleos essenciais. As essências não perdem o seu efeito quando diluídas.

Quando um determinado óleo produz uma sensação de comichão ou irritação, não deve limpar-se o óleo usando água mas antes um dos óleos indicados como «transporte» da essência em causa: por ex., azeite , que existe em geral em todas as cozinhas portuguesas, ou óleo de amêndoas doces, por ex..  Alguns óleos, como os cítricos, reagem com a luz solar, devendo por isso tomar-se precauções e evitar o excesso de exposição solar quando se usam estes óleos.

 

Os óleos essenciais diferem dos óleos gordos presentes em alguns vegetais e frutos secos, (como a noz, por ex.,) pois estes últimos possuem moléculas grandes, que não penetram nas células , enquanto os chamados «óleos essenciais» possuem moléculas muito pequenas que conseguem penetrar a barreira das células, quebrando mesmo, em alguns casos, a barreira sanguínea e cerebral,  transportando as suas substâncias efetivas. Isto mostra, por um lado, o poder dos óleos essenciais mas, por outro, também avisa que deve fazer-se um uso correto dos óleos para evitar efeitos contrários aos desejados. Os óleos essenciais devem usar-se criteriosamente.

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Óleos Essenciais e Aromaterapia

O uso dos óleos essenciais é muito antigo, não sendo possível precisar em que país se originou o seu uso. Judeus, chineses, gregos e romanos e  egípcios usaram-nos largamente e o mesmo aconteceu na Índia  e outras regiões orientais, tanto para fins cosméticos e medicinais , para  produção de perfumes e também para a realização de rituais espirituais  associados à religião e à magia. A Bíblia é um dos livros que fazem referência ao uso ritualístico dos óleos essenciais de algumas plantas.

A Aromaterapia iniciou o seu percurso moderno quando o francês René- Maurice Gatefossé usou óleo essencial de alfazema para curar uma queimadura  que fez na mão. Posteriormente, ele estudou as propriedades curativas do óleo de alfazema para  tratar feridas, queimaduras ou infecções na pele. Embora o seu interesse fosse o de ajudar a curar feridas dos soldados da 1ª guerra mundial, o uso deste óleo essencial e de outros que entretanto foram sendo estudados e explorados foi-se espalhando, para uso em massagens, tratamentos de beleza , nas medicinas alternativas.  Hoje em dia a aromaterapia e o uso dos óleos essenciais estenderam-se aos próprios hospitais tradicionais , que os usam como método complementar de tratamento em muitas situações clínicas como o alívio da dor, tratamento de fungos e bactérias, melhoria das defesas imunitárias, etc.. O uso dos óleos essenciais tem-se mostrado útil em diversas situações, incluindo a melhoria de perturbações gástricas, tratamento de insónia e mesmo em casos mais severos de doenças como o cancro, em que o óleo de incenso tem sido estudado por ter uma ação que faz encolher os tumores cerebrais.

É sobre o uso e os benefícios dos óleos essenciais que iremos falar nos próximos artigos ao fim de semana, dando a conhecer um pouco melhor cada um dos óleos mais conhecidos e utilizados e as suas virtudes terapêuticas, de beleza, de bem-estar. Procuraremos também deixar, sempre que possível, uma «receita» para cada um dos leitores produzir o seu próprio óleo, usando os métodos antigos e tradicionais.