Óleo Essencial de Poejo

óleo essencial de Poejo capa

O poejo – nome científico Mentha Pullegium– é uma planta aromática bem conhecida e enraizada nas tradições do folclore popular europeu, usada  desde há muito para dar sabor à comida. É  uma planta herbácea  perene com uma raiz rastejante, comum na  Europa.  O óleo essencial é obtido por destilação a vapor da planta fresca. Quando esmagada, a planta revela um aroma mentolado. Mas cautelas devem ser tomadas em relação ao uso da planta e mais ainda do óleo: este é extremamente venenoso, devido á concentração de Pulegone. O uso da planta na culinária e  nas tisanas  continua a ser popular mas, a apesar de a substância tóxica estar muito menos concentrada n planta ,a verdade é que ninguém sabe até que ponto é seguro consumi-la na forma de chá ou continuar a usá-la na confeção de receitas culinárias.

O Poejo não  é  por estas razões uma planta igual ás que habitualmente mencionamos nos artigos que temos vindo a publicar.  Na sua composição química entra em larga escala o elemento Pulegone que é um veneno poderoso. Assim, é preciso usar o óleo essencial da planta rigorosamente nas concentrações aconselhadas que são muito reduzidas. O uso medicinal desta planta é muito antigo, apesar destas características venenosas. Durante muito tempo foi usado para combater constipações, purificar o sangue, abortar, regular a menstruação, etc.. Mas  deixamos o aviso ao (à) leitor (a) de que este óleo só deve ser aplicado por um especialista nas medicinas alternativas e este artigo  serve para alertar em relação a isso, uma vez que são conhecidos muitos casos de mortes devidas ao uso incorreto deste óleo essencial.

Os antigos gregos e romanos usavam a planta do Poejo para aromatizar vinho e para fins culinários. Até à atualidade, o uso culinário da planta foi largamente espalhado mas, mais recentemente, quando as pessoas tomaram consciência do seu caráter muito venenoso, o uso culinário tornou-se menos popular. Sabe-se que os colonos ingleses que chegaram à Virgínia no continente norte americano, usavam o Poejo para se verem livres de todo o tipo de pragas incluindo cobras cascáveis.

Na medicina, tanto na tradicional como nas medicinas alternativas- com destaque para a homeopatia- muitas substancias venenosas são usadas, o segredo da sua utilização está na quantidade e também na frequência com que são utilizadas. Um dos conselhos gerais a ter em conta relativo ao uso dos óleos essenciais é que nenhum, mesmo dos que habitualmente são considerados seguros, deve ser usado em excesso pois os princípios da planta que lhe dá origem estão altamente concentrados.  Assim, tome conhecimento dos usos terapêuticos deste óleo mas, se não é especialista nas terapias alternativas não o use pois não tem os conhecimentos necessários para manusear um óleo potencialmente mortal. Este óleo não é usado em aromaterapia.

Segundo a tradição, o  óleo de Poejo atua sobre o sistema nervoso e o cérebro e tem a capacidade de acalmar situações de convulsões, ataques de agressividade causados por doença mental  quando o indivíduo não tem consciência do que está a fazer, etc.. Foi usado para combater os sintomas da doença antigamente designada por «histeria» e hoje incluída nos transtornos psíquicos ou psiquiátricos das doenças mentais.

A sua toxicidade torna este óleo  anti microbiano e anti bacteriano, causando a morte dos agentes patogénicos.

Segundo se diz, tem propriedades depurativas, antirreumáticas e anti artríticas, libertando o organismo de toxinas como o ácido úrico, ao mesmo tempo que também é «cordial», ou seja, atua sobre a circulação do sangue, que ajuda a melhorar.

Usado em vaporizadores e sprays ( em quantidades muito reduzidas) é um poderoso inseticida e repelente de insetos. Mas tenha cautela e não inale o produto vaporizado.

São apontadas também as propriedades  digestivas do óleo de Poejo: em doses muito baixas ajuda a debelar infeções e outros problemas de estômago , reduz a inflamação do estômago e ajuda a manter o equilíbrio ácido- básico no organismo.

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Precauções ao Uso do Óleo de Poejo

Este é um óleo muito venenoso para seres humanos e animais. A ingestão, mesmo em pequenas doses, pode causar a morte razão pela qual nunca deve ser ingerido e só deve ser usado por profissionais em homeopatia que têm a prática e o saber necessários para o manusear sem perigo. Este óleo não é usado em aromaterapia porque a sua inalação, mesmo em pequenas quantidades, causa danos sérios no trato respiratório, pulmões e no fígado. As propriedades terapêuticas mencionadas são referidas pela tradição mas outros óleos de que temos falado e cujo uso é seguro, podem ser vantajosamente usadas em vez deste. O óleo tem também faculdades altamente abortivas, sendo por isso totalmente de evitar por mulheres grávidas. Também não deve ser usado para induzir o aborto pois a quantidade necessária para o efeito é fatal para a mulher. Uma notícia de há uns vinte anos atrás aponta o caso de uma mulher que ingeriu 2 colheres de chá de óleo de Poejo para induzir o aborto  e, no prazo de dois dias, morreu.

Têm sido reportados casos de uso da planta em que a pessoa teve convulsões, perda de consciência etc. ;como não é fácil decidir qual é a  quantidade da planta que pode ser usada sem causar efeitos perigosos, o melhor é escolher outras plantas com efeitos terapêuticos  semelhantes  aos que são atribuídos a esta e que são nitidamente mais seguras.

O uso do óleo essencial de Poejo  pode causar dor abdominal, vómitos e náuseas, dificuldade em engolir, espasmos musculares, aceleração do ritmo cardíaco, febre e arrepios de frio, falha no  funcionamento dos órgãos , coma e morte.

Assim, quando comprar um óleo essencial, este é um daqueles que não deve comprar.  E, se habitualmente usa o poejo na preparação de receitas culinárias, desabitue-se disso, há muitas outras ervas que pode usar sem perigo.