Pode a Astrologia Prever o Amor Verdadeiro?

 
A ciência , após desvendar muitos dos segredos do funcionamento do nosso cérebro responde imediatamente que sim, que o fenómeno da atração entre dois seres é  de natureza física e fisiológica na medida em que se trata da resposta do nosso cérebro e do nosso corpo às  energias de outra pessoa e vice-versa. Adianta mesmo que tal fenómeno consiste na libertação de certo tipo de substâncias químicas- hormonas e neurotransmissores-  que alteram a nossa fisiologia cerebral e produzem o estado vulgarmente conhecido como «estar apaixonado».
Por sua vez, um grande número de astrólogos dirá que, na medida em que um relacionamento é um campo energético de interação mútua bem conhecido e interpretado através dos símbolos astrológicos, a resposta sem dúvida que é sim. E essas energias são observáveis e quantificáveis, logo, explicáveis à luz desta sabedoria milenar.
Mas de que falamos quando nos referimos ao «amor verdadeiro»? (Ou amizade verdadeira?)
Estaremos a falar do mesmo que os intervenientes anteriormente referidos? Isto é, estamos a considerar sinónimo de «amor» o estar «apaixonado»? Estamos a falar do mesmo nível de relação ou de níveis diferentes?!
Na perspetiva científica o amor é fruto do amadurecimento das emoções  que, na  continuidade de uma relação, se vai cimentando em diversos fatores que são psicológicos, emocionais, físicos e sociais.
Mas  o conceito de «amor altruísta»  ou de «amizade altruísta» de que falam alguns filósofos caberá  nestas abordagens?
A ciência e a abordagem astrológica de que temos estado a falar-  existe na Astrologia Jyothish uma outra abordagem dos relacionamentos que vai mais além-  referem-se ao nível comum da maioria dos relacionamentos humanos que seguem o propósito de encontrar segurança e complementação na constituição de uma família e alcançar sucesso financeiro, profissional e afetivo.
Mas existem algumas exceções, alguns relacionamentos parecem escapar a este padrão básico  estabelecendo os seus níveis de relação para além das necessidades básicas do desejo de segurança e de apoio.  Para essas pessoas, parece ser mais importante dar do que receber, amar do que ser amado,  e os relacionamentos baseados nesse amor ou amizade altruísta não cabem na simples esfera dos chamados «planetas pessoais»- Sol, Lua, Marte, Vénus. Aqui intervêm outros fatores, compreensíveis a partir da intervenção das energias de Júpiter e Saturno, por um lado, e de outros fatores que, na Astrologia Jyotish fazem parte do sistema de «Nakshatras» (a abordar noutra altura) e de conceitos relacionados.
No universo, tudo é energia manifestada em inúmeras frequências de diferenciação. E o «verdadeiro amor»-aquele que não se extingue no fim da paixão porque sempre esteve para além dela- interpenetra as energias físicas mas não se reduz a elas. 
É por isso necessário determinar, em cada relacionamento, qual o  nível de expressão da interação.
Desafie-se!

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