A Astrologia (Jyotish) não é Magia!

Vem esta mensagem a propósito do comentário  de uma leitora, que lembra que é  preciso mostrar que a Astrologia não é «magia».
 
Ora, se por tal  entendermos  algum tipo de manipulação sobre a natureza que seja contrário às suas leis ou a prática de truques extraordinários e inexplicáveis à luz das leis naturais, eu não podia estar mais de acordo! A Astrologia não é de facto Magia!
A Astrologia lida com fatores que, em muitos aspectos se cruzam com a Física  em 1928, Pandit  Jyoti  Bachaspati formulou um conjunto de hipóteses que, na sua opinião, deveriam fundamentar a Astrologia Védica (Jyotish)  como uma ciência que, além da utilização de métodos qualitativos e quantitativos como qualquer outra ciência,  deveria adotar uma dimensão experimental, cujos resultados são testados de forma rigorosa  e pela qual as técnicas e métodos utilizados são eles mesmos postos à  prova  como sucede nos procedimentos científicos em geral.
 
 As hipóteses formuladas então partem do princípio de  que o Tempo é a dimensão da energia básica do universo. Nessa dimensão existem forças , também estudadas pela Física de outro ponto de vista, como a gravitacional e a  magnética. Estas forças influenciam indiretamente  a vida humana, tanto a nível físico como mental
A Terra funciona como um imenso íman electromagnético em que os planetas do sistema solar e as mudanças no próprio planeta  Terra pelos movimentos que produzem,  alteram as condições de vida  dos seres humanos  em diversos níveis .
Os movimentos dos planetas e da Terra podem ser medidos : o movimento anual da Terra à volta da Eclíptica e o movimento diurno da Terra à volta do seu eixo– Equador-  podem ser medidos e determinarse de que modo as mudanças no campo eletromagnético  ou gravitacional da Terra  causados pelas estrelas distantes e pelos planetas afetam  os corpos e as mentes humanas.
O mesmo investigador considerou que existe um limite para a influência dos factores referidos na vida dos seres que habitam na Terra: apenas os planetas e as estrelas que se encontram  a 8 º de distância de ambos os lados da eclíptica, afetam as vidas dos seres humanos na Terra; todas as outras estrelas e planetas para lá deste limite são considerados demasiado distantes para afetar as nossas vidas e por isso estão fora do interesse  da Astrologia Védica (Jyotish).
No interior desta órbita definida encontramos o Zodíaco (Sideral) : os doze signos encontram-se localizados em 27 conjuntos de estrelas que recebem o nome de Nakshatras .  É sobre estes que se debruça a Astrologia Jyotish
No seu estudo , A jyotish recorre a um conjunto de fórmulas e equações matemáticas complexas, desenvolvidas na sua maioria há milhares de anos. Isto significa que, nos tempos atuais, a aprendizagem da Jyotish só é possível para pessoas com fraco domínio de conhecimentos matemáticos porque dispomos de software que faz  grande parte dos cálculos necessários, surgindo como importante ferramenta de trabalho do astrólogo.
Para além dos conhecimentos matemáticos, são ainda necessários conhecimentos de Astronomia e, preferencialmente  também, para melhor compreensão dos fatores relacionados com a energia, de Física. Dispomos de tabelas que facilitam o conhecimento da posição, velocidade, inclinação, etc. dos planetas e fenómenos celestes, mas sem todos esses conhecimentos não é possível elaborar uma carta astrológica.
Assim, a Astrologia nada tem a ver com «adivinhar»   ou «acreditar» no sentido cego e acrítico do termo: é uma ciência nos procedimentos   e na conceção,  no rigor e na precisão.
 
Mas, como em todas as ciências que lidam com a realidade, mais ainda a realidade humana , tem que haver uma interpretação e esta é em parte constituída com a leitura dos elementos quantitativos e em parte resultante das capacidades de compreender e integrar numa visão global as diversas partes da carta de modo a ligar cada parte da mesma num todo com sentido. 
Assim, fica claro que os Astrólogos não fazem magia:  o seu trabalho resulta de muito estudo dedicação  e vontade de compreender a realidade humana.

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