Escolher Parceiros de Negócio


A opção por um negócio implica, inevitavelmente, a escolha de uma ou mais parcerias. É praticamente impossível montar um negócio sozinho,  a menos que este seja artesanal  ou de muito reduzida dimensão.
Para termos sucesso num negócio precisamos de partilhar saberes, pois há sempre necessidade de saberes interdisciplinares, mesmo que sejamos muito bons na nossa área de especialização. E é aqui que nos perguntamos:  qual o meu potencial para estabelecer parcerias de negócios bem sucedidas?
Esta pergunta pode parecer supérflua, mas não é: por muito boas qualidades que tenhamos, por mais excelente que seja a nossa capacidade de cooperação, há casos em que entrar numa parceria, em vez de fomentar o  crescimento e o florescimento do negócio, apenas traz despesas,  muita frustração e nenhuma contrapartida financeira realmente  visível . E a resposta , muitas vezes, tem a ver com as energias da própria pessoa na carta natal, que contrariam essa via de ganhar a vida.
Assim, antes de optar pela via de um negócio, a primeira coisa a fazer é analisar cuidadosamente na carta natal,  os indicadores, não apenas de sucesso financeiro em termos de ganhos potenciais, mas também o grau potencial de sucesso nas parcerias. 
Escolher um Único Parceiro de Negócios
A 7ª casa do horóscopo  é  a casa das parcerias pessoais de todos os tipos.  Analisar a 7ª casa e o seu regente, bem como a sua colocação é o primeiro aspecto a considerar. Também a posição  que o regente da 7ª  casa do horóscopo  ocupa na varga Navamsha e o regente da da 7ª casa desta varga devem ser analisados complementarmente. 
Complementarmente  devemos ter em atenção alguns aspectos importantes que, logo à partida, nos mostram um potencial positivo ou negativo para parcerias. Por ex., a 8ª casa do nosso horóscopo: é a 2ª a partir da 7ª que representa o parceiro e por isso significa  os rendimentos deste . Agora imagine-se que o regente desta casa na carta natal de uma pessoa se encontra na 12ª casa, das perdas e das despesas do nativo. 
À partida, esta pessoa já tem  na sua carta natal a indicação de que, nas parcerias a dois  que formar, (desde o casamento aos negócios) formará uma relação com pessoas que impedirão a acumulação duradoura de rendimento; este escoar-se-á em despesas, desperdício, etc. Esta pessoa tende a relacionar-se com parceiros que provocarão um rendimento  que não será duradouro e que  se dissipará.
 
Será assim  de pensar muito bem antes de entrar numa sociedade a dois em qualquer negócio pois o sucesso do mesmo fica comprometido por um padrão contraditório que faz parte da matriz de  experiências  individuais do nativo em relação a essa área de vida.
Num outro exemplo semelhante, uma pessoa tem o regente da sua 8ª casa  na 5ª casa (a 5ª casa é a 11ª a partir da 7ª,logo, significa os ganhos do parceiro).Ora, isso indica, no horóscopo da pessoa, que as  parcerias a dois que ela formar serão positivas para o parceiro mas não serão positivas para si no sentido de que os ganhos eventuais irão  beneficiar o parceiro  e não o nativo.
 Assim, o trabalho a dois trará ganhos apenas para um . Como a 5ª casa é  a casa do Karma passado, há uma razão para isso suceder. Mas convém, à partida, o nativo ter consciência de que, ao formar uma tal parceria, está na verdade a pagar um débito kármico e não a trabalhar para o seu sucesso financeiro.  Mas, dito isto, haverá remédio para equilibrar este aspecto? Teoricamente ele consiste em encontrar uma pessoa que tenha os mesmos aspectos na sua carta astrológica. Tal, no entanto, não é nada fácil! Outra alternativa será optar por uma parceria múltipla.
Deste modo, uma pessoa com tais aspectos no seu horóscopo  confronta-se com um dilema: se entra num negócio  com um outro parceiro (o mesmo problema coloca-se a propósito do companheiro conjugal)  corre  o sério risco de usar o seu dinheiro e o seu trabalho para , no fim, só o parceiro  sair favorecido, recebendo  ela nada ou pouco; mas, se eventualmente a pessoa tem consciência dos seus deveres kármicos, pode optar por aceitar isso sabendo que perderá no plano financeiro mas poderá ganhar no plano espiritual .(eventualmente pode não ter escolha e ser confrontada com a necessidade de assumir isso ).
Após esta análise simples, convém efectuar uma análise comparativa entre os dois horóscopos e analisar a relação entre os planetas da carta astrológica de um e os do outro. Uma sociedade a dois implica um contacto muito próximo e objectivos e interesses semelhantes. 
É claro que, sendo uma relação profissional, os indicadores não são os mesmos que numa relação amorosa ou de amizade. Mas  os aspectos harmoniosos entre o Ascendente de cada um e os planetas pessoais do outro são importantes. Se, por ex., existe um aspecto entre o Marte  ou Rahu de um e a Lua do outro, pode haver desentendimentos  que são indesejáveis em qualquer parceria. 
Deve ver-se também a relação entre o planeta  Mercúrio de cada um:  a relação entre ambos em termos de separação de casas, sendo que, se  essa relação for de 4/10 ou 1/7  a associação entre as pessoas não dará bons resultados. do mesmo modo, uma relação 2/2 ou 6/8 será problemática pois as pessoas não conseguirão entender-se em relação aos objectivos em comum. Mercúrio  é o indicador geral de todos os negócios, para além de também significar a comunicação entre as pessoas. 
Se a relação entre o Mercúrio de ambos for conflituosa, não é viável  gerir um negócio em comum porque as pessoas não terão objectivos nem projectos concordantes. Assim, a relação entre os dois planetas deverá ser de 5/9 ou 3/11 para haver harmonia de propósitos e de estratégias.
 
O planeta indicador  (Karaka) do tipo de negócio que as pessoas pretendem implementar também deve ser comparado em ambos os horóscopos de forma semelhante à mencionada para Mercúrio.  Mas, adicionalmente, deve também ver-se onde «cai» cada um desses planetas no horóscopo do parceiro para ver se as áreas de actuação do planeta em cada indivíduo são harmonizáveis numa sociedade a dois. 
Se, por ex., tais planetas caem na 6ª e na 12ª  casas do horóscopo do parceiro, a sociedade não se manterá  e  provavelmente só dará problemas, podendo incorrer em perdas e conflitos vários.
Escolher Múltiplos Parceiros de Negócios
Para a escolha de múltiplos parceiros não é viável a análise comparativa com cada horóscopo. Neste caso utiliza-se a Astrologia horária – Prasna-  tendo em conta o momento em que pensamos formar a associação.
Nesta carta horária vê-se a força do Ascendente e  a força do regente da 7ªcasa dos negócios . 
A associação entre o regente da 7ª casa e a 11ª casa dos ganhos indica uma associação positiva e duradoura.
A associação entre o regente da 7ª casa e a 6ª ou 12ª casa indica conflitos  e problemas e que a associação não perdurará. 
Analisa-se também a influência dos vários planetas e os seus aspectos, tendo em conta os yogas específicos desta área da  Astrologia (Tajika) . Vê-se também a posição do regente da 7ª casa da  Prasna na varga Navamsha e os aspectos que recebe.
Na Astrologia Horária, os planetas significam entidades e certos tipos de indivíduos relacionados com os vários factores do negócio. Por ex., o Sol pode representar o governo ou um cargo de direcção.
Os princípios da Astrologia Horária ou Prasna formam um sistema especializado com  regras próprias, no contexto da Astrologia Jyotish, exigindo bastante treino e experiência para determinar  previsões fiáveis.
É  claro que , para além da análise  astrológica de todos estes factores, é ainda  necessário que os diversos parceiros possuam as competências, os saberes e as características de sorte individual que possam formar uma sinergia colectiva contribuindo desse modo para o sucesso  de todos.
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