Reflexão de Fim de Semana- Segredos da Espiritualidade, O corpo Astral

astr
A  Teosofia e outros saberes associados ao  esoterismo dão-nos a ver  uma constituição do ser humano que está muito para além do homem material composto exclusivamente por um corpo físico.
Prosseguindo a explicação dos  sete  «corpos» que constituem o ser humano de acordo com estes saberes , falamos hoje do corpo astral, largamente conhecido pela cultura popular, por estar associado  a experiências bem conhecidas da maioria dos indivíduos.

Segundo a Teosofia, o homem é composto por 7 princípios, agrupados numa tríade superior e num quaternário inferior. Estamos neste momento a falar do segundo princípio do quaternário inferior, logo a seguir ao corpo etérico que, por sua vez, se liga imediatamente com o corpo físico. O corpo Astral é um duplo do corpo físico, em conjunto com o corpo etérico de que falámos na semana anterior; é destes dois princípios que emana o corpo físico- eles existem antes do corpo físico estar formado e só se desintegram completamente quando o corpo físico, depois da morte, se desintegra por completo. Segundo as escolas esotéricas, o corpo astral liga-se ao corpo físico através da área do baço, e esse laço é estabelecido por uma espécie de cordão umbilical invisível que é designado por cordão de prata. O corpo astral permeia o corpo físico.
Segundo os místicos e investigadores da realidade humana subtil, é no corpo astral que reside a capacidade para ter desejos, emoções e capacidades psíquicas e o pensamento adquire poder para se transformar em ação.
No corpo astral está todo o espectro das emoções , positivas e negativas, que vão desde o ódio ao amor, da tristeza à felicidade; nele estão também todos os tipos de desejos, desde o egoísmo mais absoluto ao altruísmo e à espiritualidade.
Tal como sucede com o corpo etérico, o corpo astral também tem sentidos e, embora estes sejam diferentes dos sentidos do corpo físico, têm uma correspondência com estes: a clariaudiência (audição), a psicometria (tato), a clarividência (visão), o equivalente astral do gosto e o equivalente astral do cheiro. Assim, é o uso destes sentidos do corpo astral que permite a algumas pessoas ter experiências psíquicas. Segundo os videntes, o corpo astral muda de cor continuamente, de acordo com as mudanças de humor e de estado subjetivo da pessoa.

O corpo astral está também relacionado com os sonhos e com o plano da imaginação. As pessoas que têm perceção astral afirmam que o universo astral abrange tudo o que pode ser imaginado, estando intimamente ligado ao plano subjetivo da perceção e é diferente para cada pessoa, para cada ponto de vista.Neste sentido, tanto inclui as visões mais horríficas como as mais sublimes. Este corpo ou «envólucro» como lhe chamava a senhora Blavatsky, pode ser despertado através de técnicas de meditação ,de exercícios especiais e de técnicas de desenvolvimento psíquico. certos tipos de trauma, alguns desequilíbrios bioquímicos, etc. também podem despertá-lo. O corpo astral, nas pessoas que aprenderam a controlar as suas experiências com este veículo ou «corpo de desejo», pode projetar-se para fora do corpo físico, existindo muitos relatos de pessoas que descrevem essas experiências no plano astral. Situações de doença ou de transe induzido, as experiências de quase morte, são algumas situações que podem provocar esta projeção do corpo astral. Em todas estas experiências é comum os indivíduos relatarem uma sensação de «queda súbita», deslocação a alta velocidade, etc. Nos relatos que descrevem as viagens pelo «plano astral» é comum encontrar indicações de que, em tal plano, correspondente a uma expressão subjetiva da consciência, o «real» coincide com o «imaginado», razão pela qual todas as emoções de culpa, de tristeza,de ódio etc podem afundar um indivíduo preso neste plano por muito tempo, naquilo que, para a Teosofia, é o verdadeiro inferno: a consciência subjetiva do que se fez «mal». O próprio indivíduo castiga-se a si mesmo e, se não conseguir libertar-se desses sentimentos negativos, pode ficar preso a essa «casca» do seu ser e «preso à Terra». Por outro lado, se a pessoa se imaginar numa realidade celestial, é essa que se torna real para ela e, então, estará, nitidamente, no céu.

De acordo com os místicos, o corpo astral tem a forma do corpo físico e uma aura ou campo energético com configuração geralmente oval formando uma ponta em ambas as extremidades. No campo energético do corpo astral, ou aura, encontram- se ainda 7 centros maiores, 21 centros menores e muitos centros mais pequenos num total de 4 dimensões espaciais: largura, altura, comprimento e profundidade. Tradicionalmente, a Teosofia divide o plano astral em 3 subplanos:
o inferior, que é considerado como a morada dos fantasmas presos à Terra e que corresponde, no cristianismo, ao inferno; no budismo, corresponde ao plano deplorável da esfera dos sentidos e no hinduísmo a Manomayakosa;neste plano grassa a tristeza, o ódio, o medo;
o intermédio corresponde aos mundos celestes, ou «terras de Verão», relacionado com os poderes psíquicos,com a atitude amistosa, com a diversão. No cristianismo corresponde ao céu; no budismo é o plano abençoado, dentro da esfera dos sentidos e, no hinduísmo, é Manomayakosa;
o plano superior astral corresponde às emoções elevadas e aos mundos celestes elevados: aspiração, amor altruísta, êxtase. No cristianismo corresponde ao céu ou morada da alma. No budismo é o plano abençoado da esfera dos sentidos; no hinduísmo é Manomayakosa.

Deixe um Comentário a sua opinião conta