A Compatibilidade nos Relacionamentos- O Fator energético dos Signos

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O facto  de nos sentirmos atraídos por alguém que conhecemos não é, por si só, garantia de que a relação vá correr bem. Podemos sentir que amamos verdadeiramente  essa pessoa   mas, mesmo assim, muitas vezes  aquela  que pensámos que  iria ser uma relação para a vida, acaba em separação e divórcio alguns anos depois. Neste artigo refletimos sobre a influência do fator energético nos relacionamentos.

Porque é que isto  acontece? Astrologicamente,  como podemos compreender isto?

Os signos têm diferentes polaridades e elementos energéticos e, embora esta não seja a única questão a considerar quando se analisa a compatibilidade dos relacionamentos, trata-se de um fator muito importante que não deve ser descurado. As energias atraem-se ou repelem-se de acordo com as suas características magnéticas.  E quando não existe uma qualidade harmoniosa no intercâmbio das energias dos signos dominantes no horóscopo de duas pessoas, não é possível estabelecer relacionamentos duradouros nem profundos porque, simplesmente, os parceiros não conseguem estabelecer condições de uma verdadeira intimidade. A este respeito, e como indicação de caráter geral, os signos de Ar e de Fogo combinam bem entre si  e têm  alguma dificuldade em harmonizar-se com os signos de Terra e de Água; os signo de Terra e de Água combinam bem entre si  e têm dificuldade em harmonizar-se com os signos de Ar e de Fogo. Devemos , no entanto, lembrar que cada carta astrológica exprime uma combinação de energias de vários elementos,  sendo muito rara a expressão de energias «puras» no horóscopo. Pode , deste modo, haver vários elementos dominantes no horóscopo e por isso só uma análise pormenorizada  permitirá uma perspetiva global mais fiável  da análise da compatibilidade de um relacionamento.

Na Astrologia Jyothish a análise da compatibilidade entre parceiros é um tema da maior importância  e são analisados diversos níveis de compatibilidade que abarcam  todas as  dimensões da realidade dos parceiros. Num teste designado por «Ashta Kootas», são analisados os seguintes níveis de interação: a natureza ou refinamento natural entre os indivíduos; o nível de magnetismo ou de atração mútua; o modo como as energias de ambos contribuem para a saúde e bem  estar do casal; a compatibilidade sexual; o nível intelectual e espiritual dos parceiros; os temperamentos de ambos; a compatibilidade de destino e obrigações (Karma); a saúde externa e metabolismo interno de ambos. Para além  destes testes, são também analisados os fatores já mencionados, além de outros.  É tradição, na Índia, solicitar a análise da compatibilidade antes  de tomar a decisão do casamento.

Como tentativa para esclarecer estes aspetos , e embora sem efetuar uma análise completa  que   não cabe nesta mensagem, pegarei apenas nos fatores mais básicos que referi, os elementos e os aspectos formados entre as cartas e que revelam os modos harmoniosos ou, pelo contrário, bloqueadores, das energias das duas pessoas.

O caso a seguir refere-se a duas pessoas que casaram e se  separaram 5 anos depois, tendo o casamento terminado em divórcio:

O homem tem o seu Ascendente em Touro, o Sol em Aquário, Lua e Vénus em Sagitário, Mercúrio em Capricórnio, Marte em Carneiro;

A  mulher tem o seu Ascendente, Marte e Vénus em Sagitário, O Sol e Mercúrio em Capricórnio , a lua em Escorpião.

O Mercúrio de ambos está conjunto e o Mercúrio do homem  está mesmo  em conjunção com o Sol da mulher indicando bons níveis de comunicação.  Vénus e Marte da mulher estão conjuntos com  Vénus do homem  e a relação entre o Marte da mulher e o Marte do homem também é harmoniosa. Estas duas pessoas interagem bem ao nível sexual /romântico. Os regentes dos ascendentes, outro elemento importante, também estão em relação harmoniosa.

Como se explica então o fracasso desta relação? Porque é que, pouco tempo depois do casamento- cerca de dois anos- o relacionamento tenha começado a deteriorar-se? Este relacionamento tinha tudo para funcionar  durante algum tempo – os cerca de dois anos que habitualmente dura qualquer «paixão»- mas faltava-lhe  qualquer coisa que lhe permitisse durar no tempo.

Aqui, entre outros fatores, observamos o seguinte:

O elemento dos ascendentes é discordante: Terra e Fogo; as luas de ambos, simbolizando a compatibilidade mental e emocional, estão em elementos discordantes- água e fogo-  e mantêm um aspeto desarmónico entre si; o Sol do homem está em  aspeto  harmonioso com a lua da mulher mas em elemento discordante: água e ar. O resultado é que dificilmente ele consegue dar conta das necessidades emocionais dela, o que, com o tempo, gera necessariamente frustração e afastamento emocional. O sol da mulher está em aspeto e elemento discordantes em relação à Lua do homem.

Ela também não consegue apreender nem preencher as necessidades vitais dele. Estas duas pessoas não conseguem nutrir-se uma à outra de maneira a poderem crescer juntas nem podem enriquecer-se mutuamente através desta relação.

O Ascendente*, o  Sol e a Lua representam as energias mais básicas e vitais de cada ser humano. Quando estes níveis de energia são obstruídos ou reprimidos numa relação, esta não se mantém no tempo a não ser à custa da perda  ou da renúncia em relação às necessidades emocionais e vitais de cada um. E,  a este respeito, a  discordância nos elementos dos signos é um  dos fatores que mais importa considerar.

* Para ler mais um artigo sobre o Ascendente nos signos de Terra e de Água, clique aqui.

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