Trânsito de Rahu e Ketu 2014- Ascendente Capricórnio

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Rahu a transitar pelo signo de Virgem levará as pessoas a desenvolver esforços para aperfeiçoar a sua relação com o trabalho e com os ambientes do quotidiano, podendo gerar uma atitude muito crítica sobre estas áreas. Também levará à tomada de consciência da necessidade de mudar maus hábitos alimentares e de estilo de vida, chamando a atenção para a necessidade de viver uma vida mais saudável e diferente dos padrões  maioritariamente aceites – Rahu procura sempre alguma via diferente da que é defendida pelas regras aceites. Haverá uma insistência na organização e nas questões de pormenor e a pessoa quererá aperfeiçoar aquela área de vida correspondente à casa ocupada por Rahu em trânsito. Nessa área, Rahu fará sentir descontentamento e vontade de melhorar ou aperfeiçoar. Os assuntos representados por essa casa serão objeto do interesse, dos desejos ou ambições da pessoa.

Por outro lado, a posição de Ketu no signo de Peixes está em consonância com o lado ascético de Ketu e reforça  o significado de libertação e de desejo de salvação representado por Ketu. A área de vida onde se encontra Ketu em trânsito será objeto de «desligamento» não havendo iniciativas para produzir concretizações dessas áreas na vida material. Pelo contrário, Ketu leva a pessoa a ignorar essa área, que não é por isso objeto de perceção atenta, passando despercebida à consciência imediata, ao mesmo tempo que a pessoa aspira a uma vida mais espiritual, sentindo que aquelas coisas representadas pela casa onde Ketu está localizado não lhe fazem realmente falta pois já as desenvolveu suficientemente.

Assim, são as seguintes as tendências do trânsito de Rahu e Ketu para o Ascendente Capricórnio:

Efeitos do Trânsito de Rahu e Ketu 2014 para o Ascendente Capricórnio

Rahu vai transitar pela 9ª casa  enquanto Ketu transitará pela 3ª casa. Rahu  vai fazer surgir  uma consciência muito crítica em  relação  a todo o sistema de crenças que a  pessoa formou anteriormente. Para os nativos religiosos, este será um momento em que a dúvida se interpõe diante da fé e as pessoas sentem desapontamento em relação à visão do mundo em que acreditaram até agora e que constituía o seu sistema de explicação da realidade. Por alguma razão este sistema vai vacilar e revelar as suas fragilidades, levando o indivíduo a adotar uma postura que pode ir de um cinismo cético a uma crítica feroz  e  à rejeição de todos os seus fundamentos.

Mas este é  um momento importante no que se refere à necessidade de compreender a fundo a realidade e a pessoa pode procurar avidamente, agora, um novo sistema de crenças, fundamentado na razão e não na fé, no qual se possa apoiar e confiar. Neste momento a desconfiança em relação a saberes instituídos que tenham sido objeto de aceitação incondicional por parte do nativo  é a atitude mais previsível. Todas as figuras de autoridade, incluindo mestres, professores, membros do clero, vão ser vistos como fazendo parte de um embuste que  se alimenta do engano dos incautos que a ele se acolhem. O nativo duvidará da sua intuição e rejeitará as chamadas «verdades de fé». Esta atitude pode desencadear o desejo forte de prosseguir estudo superiores que permitam a substituição das velhas crenças por «verdades objetivas» à luz da razão. Haverá um desencanto como pano de fundo a toldar a relação destas pessoas com a realidade. No fundo, trata-se da situação de alguém que queria acreditar mas que se sente desamparado pela realidade que contradiz todas as suas velhas crenças. Durante algum tempo pode haver uma espécie de vazio  em que parece não haver mais nada em que acreditar. Em alternativa, a pessoa pode agora querer ir conhecer o mundo, descobrir outras pessoas e outras culturas, para preencher o seu desejo de compreender a realidade segundo novos parâmetros. Em vez de estudar pelos livros, opta por aprender com a própria vida a desenrolar-se à sua frente. Para aqueles que vivem numa relação próxima com o pai, este pode ser um momento difícil: se este foi até agora o exemplo ou modelo de orientação fundamental, neste  momento as suas fragilidades  vêm ao de cima e a pessoa descobre que  o pai não é um ser perfeito, tem as sua fraquezas  como qualquer outro ser humano e não sabe tudo. Para a mente do nativo de Capricórnio, que é uma pessoa pragmática por excelência, esta pode ser uma ocasião em que ele passa a encarar todos os saberes, incluindo a Filosofia e a Religião, como instrumentos ao serviço de objetivos que se quer alcançar e não como formas reais de sabedoria que a pessoa acredita agora  não existirem realmente.

Para outros, no entanto, trata-se de ir à procura de crenças alternativas: todos precisamos de acreditar em alguma coisa para fazer mover esta máquina que é a sociedade e todos os seus grupos sociais. E os sistemas organizados de crenças, tal como as ideologias, desempenham um papel importante na orientação das pessoas; dão-lhes pontos de referência para a sua conduta e explicação do mundo; mantêm-nas satisfeitas ou, pelo menos, obedientes e organizadas. E. por isso, esta pode ser uma ocasião em que alguns nativos de Capricórnio trocam as crenças religiosas e filosóficas pela adesão a um sistema político ateu mas igualmente eficiente nos objetivos de garantir a coesão social.

Por outro lado, Ketu vai estar a transitar pela 3ª casa, uma casa de atenção aos pormenores imediatos do dia a dia e às notícias de eventos que rapidamente se esgotam; dos desejos, dos irmãos, da comunicação, da escrita , das artes, etc. E esta é uma área  que agora vai ficar na sombra. Os nativos que até agora gostavam de  conhecer todos os pormenores do que se passa na sua vizinhança, que estavam sempre prontos para «um dedo de conversa» com amigos e conhecidos,  subitamente parecem ter esvaziado essa zona de interesse para se aprofundarem na investigação mais profunda de ciências como a sociologia,a política, etc. Adeus aos comentários nas redes a toda a hora, e olá a conhecimentos mais exigentes acerca da explicação dos comportamentos das pessoas na sociedade. Em vez de  praticar os ritos religiosos vão, por ex., estudar as funções sociológicas da religião na sociedade atual; em vez de filosofia, vão investigar factos, por ex. aprofundando o estudo dos padrões culturais em povos diferentes para explicar as  suas motivações e  as dos outros.

Os irmãos mais  novos, se existirem, também ficam agora por sua conta: melhor aprenderem por si próprios do que ficarem desiludidos mais tarde, no confronto com a realidade.  Rahu faz surgir uma atitude muito crítica em relação a todos os desejos e iniciativas que a pessoa desenvolveu antes  e agora faz sentir que os desejos que levaram a pessoa a fazer mil e uma coisas antes já não são capazes de continuar a motivar a pessoa como dantes. Se durante algum tempo  este nativo se interessou por aprender e por praticar alguma arte, como tocar um instrumento musical, aprender dança, representação dramática, etc, agora tudo isso parecerá longínquo porque a pessoa já não se sente envolvida nessas prática  com o mesmo interesse anterior. A vida «supérflua» do dia  a dia não consegue motivar estas pessoas .

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