Equilíbrio e Cura Pelo Uso das Cores

cor

Neste artigo abordamos o tema da cura pelo uso das cores, um assunto que suscita ao mesmo tempo curiosidade e interesse, sendo inegável que sentimos o impacto das cores, preferimos umas em vez de outras, etc. Mas o que é que causa este efeito das cores?

As cores têm um efeito indesmentível no nosso humor, influenciando o que sentimos e até mesmo o modo  como nos comportamos.

Desde que, no século 17, Isaac Newton fez a sua célebre experiência na qual usou um prisma para descobrir que a pura luz branca se decompunha num conjunto de cores separadas, cada uma com o seu comprimento de onda específico e único – as «cores do arco-íris»-  que muito se tem dito, investigado e especulado acerca das cores e dos seus efeitos.

Porém, não se pense que a investigação e o uso das cores são uma descoberta do século 17:várias culturas da antiguidade, entre as quais a  dos egípcios e dos chineses usaram a cor como uma forma de terapia, reconhecendo que ela produz efeitos no plano emocional, fisiológico e espiritual.

O uso terapêutico da cor continua a ser feito hoje pelas terapias holistas que contemplam o ser humano como um ser físico, mental, emocional e espiritual e os seus  efeitos podem ser constatados pelos que  se submeteram a elas. Por considerarmos que este é um tema de interesse geral, vamos falar sobre os efeitos e os significados das cores.

Este é um assunto muito familiar também para os que se dedicam à arte, à publicidade, etc. e origina aquilo a que hoje se chama a Psicologia da Cor.

Apesar de muitos se mostrarem críticos perante aquilo que consideram «não estar devidamente provado», muitos dos efeitos das cores são universalmente reconhecidos e sentidos, isto apesar de ser indesmentível que cada povo e cada cultura tem uma maneira própria de reagir à cor.

Tradicionalmente as cores dividem-se em «cores quentes» que se situam no espetro do vermelho e incluem o laranja , o amarelo e os tons intermédios e as «cores frias», que se situam no espetro azul e incluem o púrpura e o verde. As cores quentes estão associadas a sentimentos de amor, de calor  e conforto e  cuja intensidade pode passar pela  raiva e pela agressão. As cores frias ,por outro lado, estão associadas a calma mas também podem indicar tristeza ou mesmo depressão.

Entre alguns dos efeitos das cores podemos referir algumas evidências das últimas investigações acerca das cores: o paladar é influenciado parcialmente pela cor dos alimentos que comemos (algo que o povo de há muito percebeu como se constata no ditado «os olhos também comem»);

os placebos, utilizados nos testes de medicamentos, comprovam as conceções tradicionais acerca das «cores quentes» e das «cores frias»: as pessoas que tomam os placebos de cor vermelha sentem um efeito estimulante enquanto as pessoas que tomam um placebo numa cor fria sentem um efeito depressor. No Japão, em 2009, instalou-se uma luz azul numa estação de comboios para tentar parar o enorme número de suicídios que ocorriam naquele local.(não temos dados sobre os resultados).

Estudos de Marketing determinaram que  a cor tem uma influência de entre 62 a 90% na decisão de compra de um produto. A decisão  de compra forma-se muito rapidamente e tem relação quase automática com a atração pela  cor.

Na atualidade há muitas formas de terapia holista (isto é, que aborda o ser humano em todas as dimensões, ao invés de o tratar apenas ao nível dos sintomas físicos) que usam a cor como forma privilegiada de tratamento, aproveitando as propriedades eletromagnéticas da luz e das cores para trabalhar as diversas energias e articulando os planos físico, emocional e mental do ser humano como um todo.

Entre as muitas abordagens que usam a terapia da cor, temos por exemplo a que foi introduzida por Peter Mandel, que combina a Acupunctura com o uso da luz e da cor, numa abordagem conhecida como «coracupunctura». Esta abordagem solicita também a ação consciente do paciente, que é solicitado a usar a meditação para conduzir a luz e determinadas cores para energias que precisam de ser movidas e tornadas conscientes  para, desse modo, restituir o equilíbrio energético e atingir um estado de boa saúde.

A cor e a Luz, correspondentes a comprimentos de onda de uma energia eletromagnética cujos efeitos físicos são evidentes, atravessam as células do organismo e produzem reações no ser humano global, tanto no plano físico como mental e emocional ( e espiritual).  Dessa forma, o uso da cor permite tratar doenças e desordens físicas, emocionais e mentais  cujas origens podem ser diversas mas cujos efeitos são sentidos por todos os que recorrem a estas terapias.

Porém, o uso da terapia da cor não serve apenas para curar doenças instaladas , é também um excelente método para  prevenir o estado de doença e de desequilíbrio  a todos os níveis e pode, por isso, ser usado como forma de prevenção e de manutenção da boa saúde.

Muitos praticantes da terapia da cor, sobretudo associadas a práticas de meditação, afirmam que esta terapia, ao equilibrar todas as energias humanas, aumenta a capacidade de consciência, a vitalidade física e o relaxamento, produzindo em enorme bem estar e, desde que usada com frequência, aumenta o sentimento de bem estar interno e de tranquilidade (a que muitos chamam felicidade) perante a vida.

Todos nós sentimos atração por determinadas cores e rejeitamos outras, sem clara consciências da razão disso. Mas a explicação é simples: procuramos as cores de que precisamos para equilibrarmos o nosso organismo externo e interno  e rejeitamos aquelas com cujo comprimento de onda não sentimos sintonia e de que não precisamos para nos equilibramos.

Cada um de nós absorve continuamente as cores ao nosso redor e alteramo-las num processo complexo e dinâmico que envolve o nosso ser inteiro, tirando desse modo partido dos atributos específicos de cada cor.

Nos próximos artigos vamos falar dos atributos específicos e usos de cada uma das cores.

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