Nakshatra da Lua- Aslesha

Nakshatra da Lua Aslesha

Esta não é uma posição fácil para a Lua, que revela aprisionamento por padrões repetitivos a nível emocional, geradores de culpa. Esta  posição cria uma dinâmica de aperto, restrição, servidão, opressão. A  Lua em Aslesha precisa de se sentir oprimida para estar confortável, recebendo essa opressão ou aperto como «o que merece». Enquanto não se livrar dessa culpa, o seu ser estagna, num abraço mortal que aperta todo o seu ser.

Os nativos com a Lua no Nakshatra em Aslesha , que tem  regência de Mercúrio, precisam de comunicar e podem procurar uma atividade em que a comunicação, a troca de mensagens, a informação, a escrita, a publicidade, a atividade nos media- rádio e TV e outros ou como orador e conferencista, são  fundamentais mas , em qualquer caso, também precisa de restringir essa atividade de forma a torná-la segura. Estas pessoas precisam de limitar os tipos de informação, as suas expressões emocionais, de modo a conter,  a restringir, pois o ato de restrição da informação dá-lhes segurança, podendo mesmo usar formas coercivas para esse efeito. A segurança é o seu maior desejo e usam a restrição e a limitação como forma de a alcançar.

Assim, quando exercem as funções parentais, estes nativos colocam barreiras à capacidade de  os filhos agirem fora do controlo parental. Limitam profundamente a liberdade das crianças porque acreditam que esse é o melhor modo de as manterem seguras.

Estas pessoas sentem afinidade com os conceitos de atar, prender, limitar, obrigar,  de se comprometer e ficar preso à promessa, impor, ligar com uma ligadura (para ficar unido e apertado, como a ação mecânica de uma serpente que se enrola em volta da sua vítima). Assim, ao estabelecerem relacionamentos emocionais com os outros, estes nativos  precisam que estes se sintam obrigados para consigo, presos à palavra dada, ao compromisso que lhes é pedido, etc. Não suportam deixar o outro, qualquer que ele seja- filho, parceiro de vida ou outro que seja próximo- livre e podendo escolher o que quiser. Talvez por isso a sua expressão emocional preferida seja o abraço apertado, usando os braços ou as mãos – ou ambos- para apertar  o outro o mais que pode, de modo a sentir que este «não lhe pode escapar».

Podem, devido a esta afinidade com a contenção, com o desejo de formar uma barreira de proteção, etc., escolher trabalhar com fechaduras, vedações, diques, etc.. Do mesmo modo, identificam-se com a atividade política que usa a coerção sobre a comunidade. Podem tornar-se bons técnicos quando se trata de lidar com comportamentos que repetem os mesmos padrões, como acontece com os psicólogos que tratam pessoas no âmbito do autismo, ou das pessoas que têm dependências fixadas e que não conseguem abandonar, como é o caso dos toxicodependentes. Podem ser bons vigilantes e guardiães das fronteiras, que restringem a passagem de pessoas de um lado para o outro. São igualmente adequados para as áreas da engenharia que colocam limites ou barreiras à ação da água, da terra, de pessoas, não permitindo que ultrapassem um certo limite.

Sendo um Nakshatra com regência de Mercúrio, Aslesha leva o nativo a pensar sobre as emoções ,mais do que a senti-las.

Os nativos com a Lua em Aslesha ficam nervosos com a falta de «segurança» em relação aos outros, pois à partida não sabem o que podem esperar deles. Assim, podem, numa confusa perceção de autodefesa, envolver-se em demasia na vida pessoal daqueles com quem interagem de forma próxima. Podem tornar-se muito próximos dos outros, dando a impressão de que desejam zelar pela segurança e conforto emocional destes mas, de facto, procuram salvaguardar-se a si próprios por se sentirem muito inseguros perante os outros em termos emocionais. Estas pessoas podem ser muito manipulativas a nível emocional. Envolvem-se continuamente em estratégias que assegurem a sua segurança emocional.

Quando se trata de tomar conta a da família, o nativo de Aslesha exprime-se em geral como uma proteção estável, manifestada a toda a família alargada e mostrando preocupação pelo seu conforto e bem-estar. Mas faz isso a partir dos seus próprios parâmetros pois, para proteger a família, pode bem recorrer a estratégias que podem ser físicas ou psicológica e que restringem os movimentos de membros da família, para que estes não se coloquem «em perigo»: isto pode incluir prender literalmente esses familiares, fechando-os à chave, por ex., ou restringindo o acesso a comida, dinheiro, etc., para os obrigar a permanecer «em segurança».  O estilo de Aslesha , manipulativo e coercivo por natureza, pode exercer-se também como chantagem psicológica sobre os outros, disfarçada de boas intenções e genuína preocupação. Aslesha precisa de sentir que «faz falta», que a sua ação e pessoa são necessárias e pode tornar-se numa insinuante «serpente» que, falando com voz de encantar, estende ao mesmo tempo o corpo sobre o outro e enrola-o, apertando-o sem o largar. Acima de tudo, quer estar no centro da vida de todas as pessoas que fazem parte da família- e decidir por todas elas, é claro, o que estas podem e não podem fazer.

A tensão constante entre o desejo de controlar a vida de todos os membros da família e   a vontade de cada um deles ser independente e tomar as próprias decisões gera sentimentos de culpa, que originam comportamentos de dependência em relação a comida, medicamentos ou drogas. Alguns podem usar estratégias de choque para obrigar os membros da família a  aceitarem ser presos ou limitados, impondo o seu controlo apertado sobre eles. Tal como o abraço de uma serpente, o desejo distorcido de proteger os outros é agressivo e pode mesmo esmagar o outro, ao apertá-lo em demasia.

Apesar disso, estes nativos conseguem, de forma mais eficaz de que muitos outros, manter unidas as várias pessoas de toda a sua família, mesmo quando enfrentam grandes dificuldades. E a sua subtileza é tal que os outros acreditam sinceramente no seu desejo de os ver confortáveis e felizes. Aliás, os nativos de Aslesha usam com frequência a estratégia de criar sentimentos de culpa nos outros para poderem continuar a  manipulá-los e a trazê-los bem firmes sob a «trela» que lhes colocam.

As mães com a Lua em Aslesha têm muita dificuldade em «deixar ir» os filhos para uma vida independente por isso fazem tudo o que podem para que continuem a sentir que precisam da mãe e para que esta possa continuar a manter o controlo sobre eles.

Devido às características psicológicas destes nativos, é muito difícil que mudem os seus padrões internos. Isso torna difícil a aceitação do divórcio caso o cônjuge decida pedi-lo. Estas pessoas mantêm-se presas ao casamento e a outros contratos, pois essa «prisão» é-lhes necessária psicologicamente

Quando desempenham funções na comunidade, manifestam  grande apego à comunidade e às sua raízes, patriotismo, forte ligação com a vida familiar. Assim, podem dar-se bem em funções ligadas à segurança social. Porém,  o impulso para se «meter» na vida dos amigos, familiares, colegas de trabalho é irresistível devido à necessidade de manipular os outros. Assim, tendem a interferir na vida dos outros, em especial na vida amorosa e o casamento, fazendo-o igualmente no que refere aos filhos. Se tiverem cargos institucionais que levam a interagir com outos países, são capazes igualmente de interferir   com os assuntos desses países. Estas pessoas restringem ou oprimem a liberdade dos outros pensando que o fazem «por amor», por preocupação e interesse na sua felicidade, etc. Deste modo são vistas pelos outros como muito invasivas, sendo difícil libertarem-se do jugo que estabelecem, à sua volta. E de facto, os nativos de Aslesha podem atuar como verdadeiros vampiros psíquicos dos outros, procurando apoderar-se de toda a  sua iniciativa e poder de decisão e revertendo-a para si próprios.

São capazes de passar longo tempo a construir uma relação de confiança com outros, para, quando esta está estabelecida, se agarrarem a eles, apertando-os e restringindo a sua liberdade através de formas de manipulação e geração de sentimentos de culpa que os levam a permitir isso.

O gosto por se envolver fortemente nos pormenores da vida dos outros torna-os adequados para todas as funções em que esse envolvimento é necessário como a terapia psicológica, o aconselhamento, a advocacia, etc.

Os relacionamentos emocionais que estas pessoas estabelecem têm a mesma matriz e são em geral muito manipulativos, podendo isso ser disfarçado por um grande poder de insinuação e sentimento de confiança que são capazes de criar nos outros.  Quando estão criados os vínculos emocionais, usam a estratégia de gerar sentimentos de culpa no outro para o manterem «agarrado». Quando acontece que este «abraço que prende» não se mantém, porque o outro se liberta e corta a corrente que o prendia, os nativos de Aslesha podem finalmente receber o castigo pelos seus métodos. Ora, isso pode ter como resposta destes nativos atos que podem ser de grande violência, como o recurso ao veneno. Há uma afinidade entre Aslesha e os venenos, tanto químicos como psicológicos. Casos existem em que estes nativos recorrem aos comportamentos da «serpente» e matam sufocando, estrangulando, apertando o outro para o impedir de os deixar. Podem igualmente recorrer à chantagem e à extorsão financeira.

Os nativos de Aslesha têm dificuldade em ouvir críticas dos outros, pois sentem-se vulneráveis. Mas são capazes de  criticar com grande ênfase o comportamento dos outros.  Sentem necessidade de ser reconhecidos como patriotas, cuidadores da família, pessoas com grande sentido moral. Precisam, em especial, de sentir a aprovação por parte da família e o reconhecimento por parte desta.   Mas quando se sentem ameaçados podem procurar vingar-se.

Estas pessoas têm um magnetismo natural, tendo uma energia muito sexual e podendo ser muito sedutoras. Possuem um olhar hipnótico.

A mãe destes nativos não mostrou disponibilidade emocional para cuidar da criança, fosse porque estava embrenhada na vida profissional ou demasiado focada no cônjuge, tendo deixado o nativo entregue aos cuidados de terceiros. O impacto da ausência da mãe pode  ser  minorado com terapia  para que possam libertar-se dos padrões que não lhes permitem crescer e as  leva a querer ser uma espécie de «supermãe» que quer estar presente na vida de toda a gente e se torna invasiva por causa disso. Negligenciadas por uma mãe que não lhes deu a atenção necessária, estas pessoas desenvolveram o hábito de abraçar os outros, de forma apertada, para conseguirem atenção. Aprenderam a ser manipulativas e controladoras.  No futuro, criado este padrão, acabam por atrair parceiros de vida com as caraterísticas de Aslesha.

Podem sentir grande dificuldade em libertar-se dos padrões compulsivos que  levam a envolver-se na vida dos outros. Mas a cura destas compulsões é possível se, em vez de se virarem para o exterior, se virarem para o interior  de si usando  as forças internas de transformação pessoal. E, embora a maioria não «dê a volta» a este padrão podem, efetivamente, fazê-lo se assim decidirem.

Quando a Lua está colocada no 1º pada  a pessoa está envolvida em alcançar determinados objetivos e faz o que for necessário para os atingir, podendo usar o seu poder de manipulação  dos outros  para isso. Mas, no 1º pada, há objetivos bem definidos , estas pessoas tentam concretizar uma ideia ou ideal e ligam-se emocionalmente a esse objetivos. Após a concretização desses objetivos, em geral abandonam as pessoas que os ajudaram a alcançá-los.

Quando a Lua está colocada no 2º pada os objetivos destas pessoas tornam-se muito materiais, estes nativos interessam-se por dinheiro, privilégios sociais, títulos honoríficos, desejam ser  líderes no governo ou de instituições administrativas. Sentem-se compelidos a ligar-se a pessoas que podem ajudá-los a conseguir alcançar esses objetivos,  mas a ligação  dura apenas até os objetivos em causa serem atingidos. Após isso, perdem o interesse na relação. Mas, eventualmente, acabam  também por se comprometer com  o objetivo de uma família.

Quando a Lua está colocada no 3º pada  o nativo é orientado para a investigação e ciência, para o objetivo de encontrar uma tarefa que mude e melhore a sociedade. É capaz de criar ideias que serão importantes para melhorar algum aspeto da realidade e da sociedade. Este pada é mais mental do que os restantes de Aslesha. Estas pessoas colocam os seus objetivos de forma clara aos outros, conseguindo a sua cooperação  através deste método, pois não gostam de agir de forma impensada  nem de serem apanhados de improviso.

Quando a Lua está colocada no 4º pada os nativos estão sinceramente conectados de forma emocional com os outros. Continuam a ter objetivos claros e são capazes de dedicar toda a sua vida a esses objetivos. Estas pessoas podem sacrificar a sua vida por um ideal e objetivo. São criativas e podem dedicar a sua vida a exprimir essa criatividade, vivendo o ideal que desenvolveram.

Leave a Comment