Nakshatra da Lua- Pushya

Nakshatra da Lua Pushya

Pushya tem a regência astrológica de Saturno e este Nakshstra indica apego às raízes socias e culturais do grupo de pertença. Os nativos sentem-se seguros respeitando as regras e hierarquia social. Precisam de viver num meio estruturado e ordenado onde cada pessoa tem uma posição bem definida e conhece as regras a respeitar. Deste modo, estas pessoas defendem e protegem naturalmente os costumes e a ordem social existente, que procuram preservar.

Emocionalmente, também precisam de ordem e estrutura e procuram-na nas regras, nas leis e nos costumes tradicionais, enquadrando o que sentem nesses contextos regulados, sendo deste modo motivados essencialmente por aquilo que é permitido pela sociedade e pelas pessoas que esta considera «respeitáveis». Assim, mais do que regerem-se pelas emoções em estado bruto, estas pessoas filtram as emoções a partir das regras estabelecidas e das convenções e padrões socialmente aceites. O seu sentido de segurança emocional depende de se sentirem integrados num contexto regulado que define com clareza os papeis e os comportamentos permitidos a cada um. Estes nativos dão, deste modo, grande importância às regras do «protocolo» e a todas as regras implícitas nos costumes associadas aos papéis e estatutos sociais.

Pushya situa-se inteiramente no signo Caranguejo e refere-se á parte do signo que procura conservar as tradições e os costumes, defender e proteger o que está regulado e legislado pela tradição. O respeito  pelas estruturas sociais e instituições faz com que estas pessoas sintam necessidade de ser reconhecidas como «guardiãs» dos padrões sociais e do seu estilo de vida e valores, pelo que podem aspirar a desempenhar papeis institucionais, por ex., nas estruturas do poder local, tanto a nível político como religioso  e também de proteção social.

A personalidade destes nativos tem as qualidades da estabilidade pois a sua tendência para conservar o que existe faz com que não gostem muito de mudanças e defendam as estruturas organizacionais existentes, em detrimento de inovações e outras novas. São determinadas e desejosas de manter a ordem social, pelo que aceitam desempenhar papéis que lhes permitam justamente conservar o modelo de vida e  os padrões dos costumes, ao mesmo tempo que procuram receber o reconhecimento e aprovação das hierarquias da sociedade pelo esforço que fazem para a manutenção dessa ordem.

É claro que esta persistência no cumprimento dos «deveres sociais» entra diversas vezes em conflito com o que desejam e sentem a nível emocional mas a identificação entre a pessoa que sentem ser e a ordem que desejam manter e conservar faz com que aceitem de bom grado sacrificar os aspetos emocionais que não são compatíveis com a imagem de respeito que desejam conservar. No seu íntimo, identificam-se com «o que é correto» e isso é o que corresponde às regras e leis da sociedade, não abrem espaço para uma ética puramente individual ou pessoal: o que for contra as leis e costumes gerais da sociedade, não deve ser permitido e «é mau» em si mesmo, acreditam. Assim, refugiam-se nas instituições e no  seu papel para sentirem a segurança e aprovação interna e externa de que necessitam. Viver contra o que a sociedade e os «outros» acham correto não é decididamente para eles. São por isso muitas vezes os líderes intermédios que se tornam na «torre de defesa» de uma certa comunidade na qual são reconhecidos como «pilares» estimados e admirados. Isto tanto se pode manifestar no plano político como social e religioso. Sejam quais forem as suas crenças, partilhadas com um grupo ou sociedade, estas pessoas tendem a conservá-las ao longo da vida.

Na vida familiar, a mesma necessidade de ordem e regulação faz-se sentir. Os papéis parentais, especialmente o da mãe, é definido e o mesmo acontece com o papel dos filhos. Cada um é educado para perceber desde cedo que é preciso respeitar regras e aprende a conhecer quais são e que comportamentos serão tolerados e quais serão impedidos ou sancionados. Quando é a criança que tem a Lua em Pushya, pode ser esta a «criar a ordem regulada» de como a mãe deverá comportar-se no seu papel. Na família, quando há membros com a Lua em Pushya, não há lugar para os papéis e comportamentos «desorganizados»: cada um sabe qual é o seu papel e como deve «estar» e comportar-se pois a necessidade de ordem é dominante na vida destas pessoas, que sofrem bastante em ambientes não estruturados onde «cada um faz o que bem quer e entende». Não aceitam isto e atuam de imediato para «pôr ordem» onde ela não existe. Se os pais, por ex., não o fizerem, a criança com a Lua em Pushya fá-lo- á pois isso é-lhe necessário para se sentir segura.

Em alguns casos, a necessidade de «ordem» mo ambiente em que vivem torna os nativos com a Lua em Pushya  bastante controladores sempre a «apontar» o que deve ou não deve ser feito pelos outros membros da família, ou a «corrigir» mesmo os mais velhos em relação aos seus comportamentos, modo de vestir e de estar, etc.

Estes nativos gostam de todo o tipo de rituais e podem ter «rituais familiares» que procuram repetir ciclicamente como almoçar em família num certo dia da semana, etc. Podem também, caso sejam religiosos, ser afeiçoados à prática de diversos cerimoniais ritualísticos (pedir para um padre abençoar uma casa que acabaram de comprar, abençoar a fita de final de curso, etc., além dos rituais comumente praticados). Adoram também todas as «cerimónias». Casamentos e batizados, vestir-se a rigor numa certa ocasião especial, etc., pois tudo isso serve para confirmar o seu lugar numa ordem social com a qual se identificam e a que querem pertencer. Acima de tudo, apreciam todos os papeis que manifestam  uma posição que os dignifica em termos de estatuto e hierarquia social. Em boa parte, estas pessoas  precisam de sentir que «a grandeza» de certas instituições sociais se transmite à sua própria identidade pelo que , ao representarem essas instituições, sentem-se orgulhosos por serem quem são. Sem o apoio de instituições sociais respeitáveis, estas pessoas sentem que «não são ninguém».

Ao transmitirem os valores sociais das «classes hierarquicamente superiores», estes nativos afirmam igualmente a sua posição e podem ser por isso transmissores privilegiados dessas estruturas  e dos seus valores morais e sociais, nos cargos que exercem. São movido pela honra e pelo respeito desses valores e são vistos exatamente como tal. Podem ser crentes fervorosos em termos religiosos. Têm generosidade de coração, gostando de ajudar os que menos têm.

Em geral estas pessoas vivem bem financeiramente, alcançando o seu bem- estar através do esforço próprio. Dando importância, como dão, aos padrões sociais e á sua hierarquia de valores, estas pessoas podem adotar um estilo de vida bastante convencional, escolhendo uma profissão de acordo com os valores aceites e o mesmo tende a acontecer com o casamento, que pode  ser decidido tendo em conta os padrões «desejáveis» pela sociedade e ter em menor apreço as «razões do coração». O prestígio, respeito, reputação  e posição sociais são mais importantes do que isso.

Em termos emocionais mais profundos, estes nativos podem sentir muitas vezes conflitos pelo facto de terem que calar muitas vezes as próprias emoções para se conformarem com as convenções e as regras sociais, colocando sempre a «honra familiar», ou os «deveres» acima das suas emoções mais profundas. Por isso nem sempre são verdadeiramente felizes, mantendo muitas vezes uma personalidade de fachada e de conveniência, esvaziada de uma verdadeira identidade pessoal.  A sua existência equilibrada exige que encontrem parceiros com as mesmas orientações sociais de regulação e estrutura manifestando sobriedade e «compostura» nos comportamentos de modo a garantir uma boa imagem e reputação social e igualmente motivado para desempenhar responsabilidades sociais e a ocupação de uma posição social «respeitável».

Estes nativos desejam alcançar as posições sociais de topo e podem adotar uma postura de menosprezo por aqueles que «não atingem os padrões»  mais levados da sociedade. São igualmente muitas vezes «moralistas» em relação aos outros, mantendo uma postura formal rígida e não sendo capazes de uma abordagem mais humanizada ou frágil perante certas situações.

A mãe dos nativos com a Lua em Pushya é muitas vezes trabalhadora árdua, mas coloca o seu foco principal de interesse na comunidade alargada e nas funções sociais que desempenha, trabalhando «para o bem comum». Os filhos percebem desde cedo que «valores mais altos se levantam» em relação às sua próprias necessidades pessoais e que é preciso trabalhar para conquistar e manter uma boa posição social, boa reputação da família na sociedade e que tudo o que interfere com isto deve ser considerado secundário. A mãe é ambiciosa e ensina aos filhos que o mais importante na vida é alcançar uma posição social de respeito e hierarquicamente superior. Aprendem igualmente que a sociedade só recompensa os que se conformam com as suas regras e que uma vida só merece a pena ser vivida se alcançar o reconhecimento de uma boa posição social pela qual o indivíduo se torna «alguém». Não admira por isso que estas pessoas temam acima de tudo não ter qualquer visibilidade social e fazem tudo para se conformarem  com as regras sociais pois aprenderam cedo que os que não o fazem se tornam «excluídos» de um mundo de privilégios e honrarias.

Quando os nativos com  a Lua no Nakshatra de Pushya passam pelo período dasa de Mercúrio durante a infância e o começo da adolescência, este pode ser um período desafiador, devido ao facto de Mercúrio ser inimigo da Lua.  A tendência para criticar os valores estabelecidos pode criar um clima de conflito de âmbito parental que torna muito difícil a relação mãe-filho. Se este período dasa ocorrer após a idade de maturação de Mercúrio (32 anos) torna-se mais fácil a sua vivência.

Quando a Lua está colocada no 1º pada os nativos gostam de  ter a atenção dos outros. Gostam de auxiliar os outros e dar o que podem para melhorar as suas condições de vida. São apegados à família e gostam de proteger e nutrir. Criam harmonia à sua volta. Mas gostam igualmente de receber o reconhecimento dos outros por aquilo que fazem. Estas pessoas são muito responsáveis em termos sociais, sentindo-se responsáveis pelo bem estar social. São capazes de fazer o bem sem esperar nada em troca.

Quando a Lua está colocada no 2º pada os nativos podem ter nascido com capacidades inatas para curar, para dar conforto aos outros. São perfecionistas em relação a todos os aspetos da sua vida, dando grande atenção aos pequenos pormenores- da alimentação, saúde, afeto. São sensíveis aos ritmos e rotinas, gostando de os seguir no dia -a dia. Podem realizar os seus deveres de forma mais formal e de acordo com o que considerem ser o seu dever mas sem se colocarem a si mesmos totalmente no que fazem. Podem ser bons médicos, enfermeiros, nutricionistas, cumprindo todos os seus deveres mas sentindo em geral que o seu trabalho em prol dos outros é pouco reconhecido.

Quando a Lua está colocada no 3º pada  os nativos são muito criativos, usando as emoções para criar. São diplomatas na maneira de ser, podem ser excelentes nos negócios e pensam sempre em termos sociais, no que é melhor para a sociedade. Tudo o que fazem envolve-os emocionalmente pois são primeiramente motivados para prestar serviço aos outros. São responsáveis e com forte noção do dever e colocam estas tendências no serviço prestado aos outros, mesmo quando gerem um negócio, estão pr4eocupados em prestar serviço social, de nutrição e proteção.

Quando a Lua está colocada no 4ª Pada os nativos sentem necessidade de investigar a fundo as emoções dos outros, compreender os seus padrões mentais e emocionais. São talentosos psicólogos e psiquiatras. São capazes de ir ao fundo da psique para melhor entender os outros. Porém, o envolvimento emocional destas pessoas no que fazem pelos outros pode ter como resultado ressentimento quando não sentem o reconhecimento dos outros e podem tornar-se negativos, para si mesmos e para os outros. Os nativos deste pada podem tornar-se perseguidores e capazes de assédio, se a Lua estiver aflita. Podem mesmo cometer assassínio ( com a Lua muito aflita). Quando a Lua é forte sã grandes psicólogos, cirurgiões peritos no conhecimento da alma humana. Este pada pode produzir o melhor e o pior dos seres  humanos- aqueles que nutrem e dão a vida e os que a tiram.

Digiprove sealCopyright secured by Digiprove © 2018

Deixe um comentário, ajude-nos a melhorar

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.