Nakshatra da Lua Shravana

mulher ouvindo atentamente uma conversa

mulher ouvindo atentamente uma conversa

Falamos neste artigo do Nakshatra da Lua Shravana.

O Nakshatra Shravana tem regência da Lua e situa-se no signo Capricórnio. Não é, deste modo de estranhar que os nativos com a Lua no Nakshatra Shravana sintam conforto e segurança através da conquista do respeito dos outros e da construção de uma boa reputação.

Estas pessoas são muito sensíveis aos ritmos cósmicos profundos, aos ritmos da natureza, ouvem naturalmente os sons profundos de toda a atividade à sua volta. Esse «som» ajuda-as a aprender o sentido do pensar e do sentir do público. Ouvir atentamente é, por isso, a imagem simbólica que os caracteriza.

Nesta imagem simbólica, perpassa a sensibilidade para sentir o ritmo da vida e da Natureza à sua volta (na imagem do rumor do tambor que soa como contexto de fundo da própria realidade).

A Lua  está num Nakshatra que tem a Lua como seu regente  e isso torna estas pessoas muito sensíveis e intuitivas, emocionalmente disponíveis e responsivas, com um profundo sentido maternal. São atraídas pelo papel da mãe, absorvem-se com facilidade, tendo sintonia com o ganhar raízes num lugar, numa comunidade, com a procura de segurança, nutrição, com os papeis parentais, com a vida no lar, a agricultura, cozinhar, envolver-se na cultura local.

Estes nativos são  muito hábeis a lidar com o dinheiro e as poupanças e, em geral , acabam por se integrar nas classes sociais mais elevadas. Necessitam de sentir segurança emocional e, quando isso acontece, são pessoas estáveis e pragmáticas pois a Lua ocupa o signo Capricórnio.

Na sua abordagem da vida, são conservadoras e mantêm a ordem estabelecida pela tradição e as leis vigentes. Boa parte da sua segurança emocional consiste em fazer cumprir essas regras vigentes e a lei instituída. Deste modo, usam os papeis sociais que desempenham para fazer cumprir a «ordem social».

Atendendo a estas características, estas    pessoas dão bons reguladores, fiscais e inspetores, juízes, etc. Também podem sentir conforto na implementação das doutrinas religiosas ou políticas.

O simbolismo do «ouvir» associado a este Nakshatra faz com que estes nativos sejam muito sensíveis à opinião pública e à sua reputação, sendo mesmo obcecados com o desejo de  que os outros tenham uma opinião positiva acerca de si. Fazem tudo para manter uma boa reputação pública, seja pelo respeito estrito das regras e da lei, seja escondendo dos outros aspetos da sua vida pessoal que possam macular essa reputação.

Para que pensem bem de si, podem muitas vezes dizer aos outros, não o que pensam, mas o que acham que os outros querem ouvir. Sabem, como ninguém, «sentir a opinião pública», o que lhes traz vantagens quando ocupam cargos públicos. Quando falam em público tendem a ter um discurso moralista. Sentem dificuldade em aceitar críticas no que se refere aos seus princípios morais.

São, no entanto, bons diplomatas, com sentido pragmático e também com padrões de atuação de excelência e exigência, também em relação a si mesmos.

O sentido do «ouvir» e do ritmo faz destas pessoas não apenas alguém que «tem ouvido» musical mas também «ouvem» o ritmo da realidade à sua volta, sendo excelentes a produzir discursos com cadência melódica que envolve o público.

Do mesmo modo, têm boa capacidade de escrita, inspirada por este «ouvir» interno e profundo. São leitores excecionais quando leem alto, podendo ser excelentes narradores de estórias, sejam estas ouvidas pelo público próximo, ou gravadas para um público maior.

Podem igualmente ser excelentes relações públicas, narradores e pivôs televisivos, anunciantes na TV, declamadores, etc. Dão-se igualmente bem na atividade de historiadores e jornalistas, especialmente os que se dedicam a contar «estórias de vida».

A  intuição dos nativos com o Nakshatra da Lua Shravana torna-os excelentes observadores do mundo à sua volta. Pelo lado menos positivo, estas pessoas são capazes de tudo para salvaguardar a sua reputação e, se alguém tentar, de algum modo, manchá-la, revelando aspetos da sua vida que contradizem a imagem pública que passam,  podem cometer atos menos honestos e pouco elevados contra essa pessoas, para as desacreditar e abafar, desse modo, a informação que poderia causar mancha na sua imagem pública.

Assim, sempre que se sentem ameaçados publicamente, estes nativos podem usar meios como a mentira e a falsificação da informação para desacreditar os seus oponentes. Isto pode acabar por lhes criar problemas levando os outros a vê-los como mentirosos.

Fazem-no por necessidade de defesa pessoal  e, em boa verdade, tendem a conseguir que muitos acreditem em si, pelo que se torna difícil desmentir ou desacreditar um nativo com a Lua em Shravana e destruir a sua reputação pública porque  conseguem agregar apoios suficientes que acabam por abafar as vozes que são contrárias à sua imagem.

E, se a Lua receber aspetos maléficos, estes nativos não hesitam em perseguir as vozes contrárias e tentam desacreditá-las por todos os modos possíveis para se salvaguardarem perante o público. Isto aplica-se a todos os que podem colocar em perigo a sua reputação pública, incluindo os familiares e pessoas próximas, que podem , nesse caso, ser tratados com grande arrogância e frieza.

Este cuidado com a imagem pública faz com que tenham também muito cuidado no modo como educam os filhos, não lhes permitindo qualquer ato vulgar em público, nem palavras com menos elevação.

A personalidade destes nativos faz com que, muitas vezes, façam aquilo que sentem que os outros desejam ver ou digam o que acham que estes querem ouvir. Em geral conseguem o apoio de um público local, o seu público nunca é um público universal, é um público restrito que partilha localmente os interesses e os valores de uma comunidade local.

Muito do que estas pessoas fazem destina-se a «compor a imagem» que desejam que os outros façam de si. Podem viajar bastante, documentando profusamente isso para que se torne público e conhecido.  Na sua comunidade, podem assumir papeis de relevo como educadores ou transmissores da cultura local.

Mas receiam sempre passar despercebidos e isso é algo que não conseguem suportar, pois precisam de ser reconhecidos como alguém que é insubstituível na sociedade para manter os valores , as regras e as tradições desta.

De certo modo, estas pessoas  parecem passar ao lado da  substância individual, são uma espécie de eco público dos padrões da cultura e da sociedade de que fazem parte, à espera do reconhecimento público por serem os «melhores ouvintes» da tradição e das suas regras.

Possuem um  medo que chega a ser patológico, de que os outros «falem de si» ou seja, que lhe apontem falhas ou «transgressões» à lei ou às regras morais e este receio é de tal ordem que escondem muitas vezes aspetos da sua vida para evitar serem julgados pelos outros.

Por ex. , numa comunidade que não vê com bons olhos uma mãe solteira, podem preferir dizer que o cônjuge morreu, etc.; ter medo do que os outros «possam pensar» é o maior pesadelo emocional da vida destes nativos.

Uma boa parte destes comportamentos explica-se pela colocação deste Nakshatra no signo de Saturno, que inclina para a rigidez da lei e de valores tradicionais pretensamente perfeitos, aos quais a vida de hoje tem dificuldade em se adaptar e isso provoca na mente subconsciente destas pessoas o medo irracional de serem excluídas se desafiarem tais valores.

Quando a Lua está colocada no 1º pada os nativos   precisam de dar algo emocional de si aos outros, sem esperar nada em troca. Gostam de fazer serviço público e gostam de ouvir os outros, de modo a poderem ajudá-los de algum modo.  Gostam de se envolver com as causas ligadas à comunidade e ao país, sentindo necessidade de fazer algo para proteger a comunidade.

Podem ser membros das forças policiais, militares, funcionários públicos, servir o país conquistando algum prémio que traga benefícios para outros, (comunidade, etc.). Sentem um forte sentido de dever para com os outros e a comunidade.

Quando a Lua está colocada no 2º pada os nativos ouvem os outros para os poderem ajudar , sentindo ser seu dever ajudar os outros. Os nativos gostam de falar e dançar, usam a sua criatividade e imaginação através do poder da palavra, sabem falar para os outros usando as emoções para os envolver. Dão-se bem em todas as profissões em que é necessário usar a palavra, incluindo políticos.

Também podem ser bons psicólogos e conselheiros, cantores, vendedores e comerciantes, músicos, etc. As carreiras em que usam a palavra ou ouvem os outros são as mais adequadas para estas pessoas. Possuem um grande carisma através do uso da palavra.

Quando a Lua está colocada no 3º pada os nativos associam o sentido prático à sensibilidade das emoções . Gostam de escrever e comunicar, de falar para o público. São capazes de desenvolver novas ideias e gostam de as aplicar na sociedade. Podem ser muito bons comunicadores, especialmente sobre temas ligados ao bem -estar da sociedade e sobre temas políticos.

Podem dar bons jornalistas da área política e social. São bons escritores e empreendedores, pessoas que têm ideias novas e surgem como capazes de as concretizar, tendo bom sentido para desenvolver novos tipos de negócios.

Quando a Lua está colocada no 4º pada os nativos necessitam de fazer coisas que nutrem os outros, sentem o impulso para desempenhar cargos como enfermeiro, médico, precisam de nutrir os outros de forma emocional. Também podem escolher ser psicólogos , gestores de recursos humanos, etc.. encaram a profissão como algo importante em termos emocionais.

São sensíveis às reformas sociais, sentem o dever de participar em obras de filantropia, de cuidarem da família, etc. De algum modo o contacto humano com os outros ajuda estas pessoas a sentirem que cumprem o seu dever e a encontrarem também segurança emocional para si próprias através do que fazem.

Deixe um comentário a sua opinião conta